CCFC apresenta filme “O coração do assassino” e debate o perdão com a realizadora

| 2017-11-24

Após o seu crime, Samundar é condenado a prisão perpétua, mas passa apenas 11 anos em reclusão

O Coração Assassino

No próximo sábado, dia 25 de novembro, às 21h00, o Centro de Cultura e Formação Cristã irá exibir o filme “O coração do assassino”, na aula magna do Seminário de Leiria, seguido de debate com a realizadora, Catherine McGilvray.

O filme narra a história verdadeira de Samundar Singh, um fanático hindu de 22 anos que, em 1995, assassinou a religiosa católica Rani Maria, missionária franciscana de Kerala, esfaqueando-a 54 vezes e deixando-a à morte à beira da estrada. Fala, também e sobretudo, do perdão que o assassino acolhe da mãe da religiosa, sendo essa a temática central do debate com a realizadora desta obra sobre essa atitude fundamental da gramática cristã. A entrada é livre.

Sobre o filme

Após o seu crime, Samundar é condenado a prisão perpétua, mas passa apenas 11 anos em reclusão, sendo libertado a pedido da família de Rani, que o perdoou. Converteu-se ao cristianismo, mas também perdeu o primeiro filho e a mulher divorciou-se.

Samundar é o narrador principal do filme. Viajando de comboio ao encontro da família da irmã Rani, revive os detalhes da tragédia, ao mesmo tempo que nele acontece uma transformação espiritual. De jovem tomado pelo ódio e pela ignorância, converte-se em homem livre que vive o amor.

Os outros narradores escutam-se nas vozes da mãe e irmã de Rani, unidas no amor, na mágoa e na paz. Os seus rostos e gestos são calmos, revelando a extraordinária capacidade para perdoar. A mãe, que ao princípio não suportava a decisão de a filha se tornar religiosa, acaba por compreender o sentido da morte.

A quarta voz é a de Swami Sadanand, o padre da paz, o primeiro a visitar Samundar na prisão, tornando-se o seu diretor espiritual.

 

A cineasta Catherine McGilvray refere, em entrevista publicada na página Igreja Açores: “Decidi que queria apresentar o ponto de vista do assassino. Eu não conseguia encaixar este perdão; era uma coisa extraordinária, divina, fora de tudo. Era mais fácil perceber que a graça tocasse o coração de alguém caído. Nenhum de nós é assassino; mesmo assim, percebe-se melhor que ele queira ser perdoado do que alguém que seja capaz de aceitar quem matou a própria filha”.

O filme venceu vários prémios, nomeadamente de melhor documentário, melhor realizador, melhor história e melhor mensagem de fé, em festivais como o “International Christian Filme Festival 2014” (EUA), o “Dhaka International Film Festival 2016” (Bangladesh), o “Religion Today Film Festival 2014” (Itália) e o “Fresco International Filme Festival 2015” (Arménia).

(Noticia Diocese Leiria-Fátima)

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