A Conversão de Fátima é única no mundo católico

| 2017-06-23

Fátima é um lugar de todos e para toda a gente

PICPensarFatima

“Não há nada como Fátima em toda a Igreja católica no Mundo”. Foi esta a frase pronunciada pelo Papa Bento XVI após a recitação do Terço, no Recinto do Santuário de Fátima, na noite, de 12 de maio de 2010. Um ‘desabafo’ que deixou, na altura, o Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto surpreendido e quase sem palavras. 

Com esta recordação trazida à ribalta por Maria João Avilez, estava dado o mote para “Conversar Fátima 100 anos depois”, o serão cultural integrado no Congresso Internacional “Pensar Fátima”, ao qual se juntou Helena Matos, Paulo Rangel e Henrique Leitão e que foi moderado por Maria João Avilez.
D. António Marto também puxou, pela memória, para dizer que já D. José Alves Correia da Silva, bispo de Leiria, naquela época, dizia que não havia nada como Fátima. Até porque, Fátima é “um acontecimento vivenciado por três testemunhas privilegiadas que viveram o facto de forma diferente”, mas mostrando sempre “o caminho da Igreja de Deus”.
E avança que já, naquela altura, a pequena Jacinta sentia que se vivia, o que hoje temos de sobremaneira “uma cultura da indiferença” referiu o Bispo de Leiria. E avançou que por ter esse sentimento a Jacinta “pensava que tinha que fazer sacrifícios por todos”.
D. António Marto referiu que Nossa Senhora veio oferecer os Dons de Deus, nomeadamente, o Dom da Misericórdia, o Dom da Esperança e o Dom da Paz. E realçou que este é o projeto que Deus “oferece à humanidade num momento trágico da história do mundo” E por isso, “Deus vem buscar colaboradores, neste caso, três simples crianças, para a passagem desta Mensagem”.
O Prelado considera que Fátima “é um grito de Deus através da Mãe, que é Maria” e que leva “à conversão do coração a Deus”, ação que se torna essencial, nesta Mensagem de Fátima. E que nos é apresentada pelo testemunho de Francisco Marto, que sempre impressionou o Bispo de Leiria, quando o pequeno afirma que “Gostei tanto de ver a Deus! E aquela força Luz de Jesus que nos chegava através de Nossa Senhora, e nos entrava no peito” para depois afirmar com toda a convicção “Gosto Tanto de Jesus!”.
E por isso, para D. António Marto Fátima é “de todos e para toda a gente”.

Simbologia da Procissão de Adeus

Helena Matos, colunista disse que “Fátima é Portugal!” e que o melhor símbolo para mostrar Portugal é a Procissão do Adeus. A colunista considera que Fátima teve a capacidade de “mostrar que não há nada mais ignorante do que a petulância das Elites”.
A colunista que, não é crente, fez um documentário sobre os acontecimentos de 1917, e ficou convicta de que Fátima “é uma mensagem que implica que o sujeito, ou seja, cada um de nós, aceite uma mudança interior”. E por isso “Fátima é uma Fé do Povo, é algo que vem do mais profundo de cada uma das pessoas”. Aliás, Helena Matos admite, em “Conversar Fátima, 100 anos depois” que para ela “Fátima tornou-se numa extraordinária lição de sobrevivência e sabedoria para as pessoas que só têm certezas, porque na verdade, Fátima é um espaço para quem tem dúvidas”.
Sobre a Irmã Lúcia de Jesus, a colunista afirma que viveu uma “vida de profundas e contínuas renúncias” e remata com a sua certeza de que “Lúcia é a cidadã mais influente do século XX e que ajudou Fátima a tornar-se naquilo que é hoje”.

A Conversão do Coração 

Henrique Leitão, historiador de ciência confessou que, em Fátima, o que sempre o impressionou é o facto de esta “mensagem intima de cada um ter que ver com a Conversão do Coração”. E explica que o impressiona porque aqui “há um trabalho humano , pela Graça de Deus, para recolocar o coração no caminho da verdade”.
Em Fátima a primeira coisa que temos que fazer é “cair de joelhos perante Deus porque é este o caminho que Fátima nos mostra”, referiu o historiador. Ao mesmo tempo, Henrique Leitão defende que “Fátima recorda-nos que pesa sobre nós uma responsabilidade sobre o bem estar dos outros no Mundo”. E é por isso, que “toda a história do mundo atravessa a história daquelas três crianças”, numa referência a Lúcia, Francisco e Jacinta Marto.

Mensagem Cristológica

Para Paulo Rangel, advogado e político português a Mensagem de Fátima “é uma plena manifestação do cristianismo e que está em total consonância com os valores cristãos”. Portanto, acima de tudo “Fátima é um acontecimento Cristológico”, onde mais uma vez, “Deus se manifesta através dos mais pequeninos”, tal qual na história do Evangelho.
Quanto ao papel de Maria na Igreja, Paulo Rangel lembra que “Maria foi a primeira cristã e que esteve sempre presente nos momentos principais da vida do Filho, Jesus”. Aliás Maria mostra-nos que “o cerne desta Mensagem é Deus, através da Santíssima Trindade”.
À Cova da Iria vêm muitas pessoas, crentes e não crentes, mas o advogado confessou que a “preocupação de Fátima com o mundo” sempre o impressionou. Isto porque permite perceber que através da “humildade Deus preocupa-se com todos”.

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