Bispo Bragança-Miranda sublinha importância do baptismo na iniciação cristã

| 2017-12-04

Um projeto de caminho sinodal que visa a promoção da Iniciação Cristã

O Bispo de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro, na sua nota Pastoral para o novo ano dedicado ao tema “Ano do Batismo, o Dom da água que dá vida verdadeira e eterna” refere que no triénio litúrgico pastoral 2017-2020, a diocese terá que continuar a “caminhar na fé da Igreja sempre desperta, vivendo e proclamando nos areópagos de hoje a alegria do encontro com Jesus Cristo sob o lema vital: Por Cristo, com Cristo e em Cristo”.

O Bispo salienta que a “Igreja é por essência peregrina” e por isso, no caminho da missão “os peregrinos experimentam: o gozo e o temor do desconhecido, a partilha, a escuta das Escrituras, a fraternidade, o sentido da pertença ao povo de Deus, o calor da comunhão, a alegria da celebração, o sabor da oração, a beleza da criação e a liberdade da mobilidade humana”.

Um projeto de caminho sinodal que visa a promoção da Iniciação Cristã, “como processo de formação integral daa Fé e como que um sacramento em três etapas: Baptismo, Confirmação e Eucaristia que implique uma atitude de viver como discípulo missionário em fidelidade ao amor de Deus”.

D. José Cordeiro também acrescenta que o “Ritual da Iniciação Cristã dos Adultos (RICA) será o caminho referencial”.  A Carta Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa – Catequese: a alegria do encontro com Jesus Cristo “servirá de GPS para a nossa ação pastoral diocesana. Ainda, o livro editado pelo Secretariado Nacional de Liturgia – Catequeses para a Iniciação Cristã – será uma preciosa ajuda no caminho das Paróquias e das Unidades Pastorais” refere o prelado.

E recorda que este percurso vem de encontro ao pedido do Papa Francisco que na Visita Ad Limina Apostolorum de 2015 pediu-nos: “para passar do modelo escolar ao catecumenal: não apenas conhecimentos cerebrais, mas encontro pessoal com Jesus Cristo, vivido em dinâmica vocacional segundo a qual Deus chama e o ser humano responde”.

“O Dom da água que dá a vida” será o ponto de partida para a reflexão neste primeiro ano”. E adianta que “A água, só por si, não dá a vida, mas a água, transformada por Cristo, salva e dá a vida. Com um autor do séc. II, podemos, com efeito, afirmar: «felizes daqueles que, pondo toda a sua esperança na cruz, desceram à água do Baptismo. Com efeito, a fé mergulha no dom da água que dá a vida”.

O Bispo assinala que “Ninguém nasce cristão, torna-se cristão pelo Batismo, a fonte de todas as vocações. O percurso iniciático, o catecumenado, de âmbito catequético-litúrgico e moral destina-se não apenas a fazer o cristão, mas a própria Igreja. A insistência do caracter sacramental da Iniciação quer sublinhar a iniciativa divina gratuita de Deus. A evangelização exige o tempo da maturação na fé no tempo a que se chama catecumenado”

Para D. José Cordeiro a “pastoral actual na nossa Diocese é ainda muito marcada pelo modelo de cristandade, apresentando muita dificuldade, e às vezes, muita resistência para assumir uma reviravolta missionária. Esta conversão pessoal, pastoral e missionária é claramente proposta pelo Papa Francisco: «sonho com uma opção missionária capaz de transformar tudo, para que os costumes, os estilos, os horários, a linguagem e toda a estrutura eclesial se tornem um canal proporcionado mais à evangelização do mundo actual que à auto-preservação» (Evangelii Gaudium 27)”.

“Na cuidada atenção à Família e ao Matrimónio, gostaríamos de encontrar lugares criativos de encontro, onde a fé, o discernimento e a vocação, constituem um enorme desafio a acompanhar nos próximos tempos e em especial com os adolescentes e os jovens. Não esqueçamos, por isso, que todos somos corresponsáveis como discípulos missionários do Evangelho, a ser uma família de famílias” lê-se na mesma nota pastoral .

 

 

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