Bispo de Bragança-Miranda diz que a missa “não é um concerto”

| 2017-06-19

Magnificat é composto por oito estrofes

D. José Manuel Cordeiro

D. José Manuel Cordeiro, Bispo de Bragança-Miranda e Presidente da Comissão Episcopal de Liturgia disse, no sábado, durante a Peregrinação Jubilar dos Coros Litúrgicos, ao Santuário de Fátima que a “missa não é um concerto” e por isso há que ter muito cuidado na escolha dos cânticos da celebração, principalmente, os litúrgicos.
Na Basílica da Santíssima Trindade estavam 161 coros, num total de cerca de três mil coralistas, oriundo de Norte a sul do país, que assistiram à estreia da obra “Magnificat”, do compositor Fernando Lapa.
O “Magnificat” é composto por oito estrofes. Por isso, a primeira foi cantada por todos os coros, reunidos em Assembleia. Uma composição escrita a quatro vozes, mas cada coro interpretou a estrofe de acordo com as suas possibilidades. As restantes estrofes foram interpretadas pelo Coro do santuário de Fátima e pela Schola Cantorum Pastorinhos de Fátima.
Na apresentação que fez, subordinada ao tema “O Louvor do canto e da Música na Litúrgia”, após esta estreia, D. José Manuel Cordeiro ainda referiu que ao Coro Litúrgico cabe a missão de levar a “assembleia a cantar e a rezar”. E afirmou que o coro faz parte da Assembleia Litúrgica que celebra o Mistério da celebração. Nunca pode ser entendido como paralelo à celebração”. E portanto, “O canto da assembleia e do coro tem de acontecer em harmoniosa concórdia na celebração litúrgica”.
Motivos mais do que suficientes para que haja “um grande cuidado” e atenção aos “critérios de escolha dos cânticos litúrgicos”, nomeadamente, os critérios litúrgico-pastorais, o conteúdo do texto e o valor musical”.
Para D. José Manuel Cordeiro “O canto e a música, que são arte sacra e ação litúrgica, consistem na expressão da maior glória de Deus e da santificação dos fiéis no Mistério da Liturgia.”

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