Bispo de Coimbra apresenta Plano Pastoral 2017-2020

| 2017-09-19

Bispo de Coimbra quer uma igreja em saída

Bispo Coimbra

“Aproximai-vos do Senhor” é o lema do Plano Pastoral 2017-2020 da Diocese de Coimbra.

Tendo por base, as mudanças que assolam a Igreja e a Diocese de Coimbra, o Bispo D. Virgílio Antunes, escreveu o Plano Pastoral 2017-2020 tendo consciência que, estas mudanças, exigem “um grande trabalho de renovação”. Até porque, as mudanças também afetam “a vida familiar, social, cultural e a vivência da Fé”.

Porém reafirma a certeza de que “A Diocese de Coimbra é terra de missão, é terreno a evangelizar, pois partilha de todos os fenómenos referidos e comuns ao mundo em que vivemos”.

D. Virgílio ainda alerta que nas mudanças a ocorrer na organização pastoral da região, “a unidade pastoral” está a tornar-se progressivamente “a base” de toda a ação da Igreja local, “o que traz algumas exigências de mudança de atitude”.

“Não basta estabelecer ligações entre um grupo de paróquias”, reforça o bispo, porque a nova realidade estrutural da diocese tem de ser “oportunidade“ para revitalizar toda a ação católica rumo a uma pastoral que seja mais do que “mera manutenção e conservação”, e a uma vivência “comunitária” sem o “bairrismo potenciador da divisão”.

Por isso é urgente apostar na “evangelização”, mas é preciso saber “propor a Palavra de Deus” de várias formas para que a Igreja consiga  “tocar as questões que verdadeiramente interessam à humanidade de hoje”.

O Bispo de Coimbra, na mesma carta, afirma que “A fé e o Evangelho continuam a ser os mesmos”, no entanto “as pessoas, inseridas numa cultura, numa sociedade e num sistema de valores plurais e distintos dos que dominaram no passado, não manifestam o mesmo tipo de abertura e de acolhimento”.

D. Virgílio Antunes escreve que “Para se ser crente e cristão na atualidade é preciso passar por um processo de conhecimento, acolhimento e apropriação de uma fé pessoal, assumida com a razão e com o coração, experimentada na vida e na comunidade, que se deseja e se procura como algo verdadeiramente marcante”.

Portanto se “evangelizar significa proporcionar condições para o Encontro com a Fé e com Deus” é necessário apostar no “testemunho, na relação interpessoal, no encontro” com as pessoas, nos seus mais variados ambientes.

Em relação à “espiritualidade” no sentido do cuidado pela “vida interior” das comunidades que deve ser animada “pelo Espírito Santo”, o Bipos adianta que “Com humildade, temos de reconhecer que a dimensão espiritual da vida cristã, da organização da vida eclesial e da própria ação pastoral tem sido muito descurada”.  Portanto, “Precisamos de voltar a um cultivo da vida interior, de uma verdadeira espiritualidade bem enraizada no batismo, na Palavra de Deus, na sagrada liturgia, na oração cristã, que alimente o mistério da nossa existência em Cristo, que fortaleça a nossa comunhão eclesial com o Deus Trindade e que torne real a nossa inserção no mundo como fermento, sal e luz”.

Termina deixando um desafio para que a Diocese de Coimbra seja uma Igreja “em saída alegremente pelo mundo” de forma a “trabalhar com fé e espírito apostólico para proporcionar à humanidade o conhecimento dos caminhos que conduzem ao mesmo Senhor”.

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