Bispo de Leiria desafia jovens a serem ‘sentinelas da paz’

| 2017-09-10

Jovens desafiados a serem sentinelas da paz, da fraternidade, da reconciliação e do perdão

D. António Marto, bispo da diocese Leiria-Fátima, na homilia, na Peregrinação Jubilar dos Jovens ao Santuário de Fátima desafiou-os a serem “sentinelas da paz”.

Recorrendo ao lema deste Jubileu: “o segredo da paz, o caminho do coração” referiu que é o “tema central da mensagem da Senhora”. Para de seguida recordar as palavras proferidas pelo Papa Francisco, a 13 de maio, quando nos confiou o mandato: “Sede sentinelas da madrugada”. Vós quereis hoje manifestar que aceitais o desafio de ser sentinelas do amanhecer da paz no coração de cada um e no coração do mundo.

O prelado recordou as palavras da primeira leitura do profeta de Ezequiel que começa com a frase “Filho do homem, coloquei-te como sentinela na casa de Israel” e disse que “Podemos considerá-la dirigida a cada um de nós”. O bispo da diocese de Leiria-Fátima adiantou que “sentinela é uma palavra que permite abarcar a mensagem das outras leituras e sintetizar o caminho da paz”, em três pontos: “sentinelas da conversão e da esperança; “sentinelas da fraternidade” e “sentinelas da reconciliação e do perdão”.

D. António Marto afirmou que “a imagem da sentinela é muito sugestiva. Está sempre alerta, à escuta e de olhos abertos, dia e noite, observa o horizonte da história e da alma humana, descobre os sinais dos tempos, isto é os sinais de esperança ou de perigo e avisa o povo”.

Aos milhares de jovens presentes no recinto do Santuário de Fátima, o bispo desafiou a serem “Sentinelas da conversão e da esperança” e levou-os a refletir no pedido que Deus fez ao profeta Ezequiel “para transmitir ao povo a sua palavra, para o assegurar de que Deus não o abandona, para o fortalecer na fé num tempo confuso e incerto. Ao mesmo tempo adverte o povo de que caminhará para a ruína se abandonar o seu Deus”.  E realça que desta forma Deus chama o profeta e o seu povo “à conversão do coração, à reconstrução espiritual e moral da vida. Só o que passa pelo coração transforma a vida. Não há verdadeira paz sem esta conversão. Isto é fonte de esperança, porque é possível a mudança, mudar o mundo!”

E no fim interrogou: “Caros amigos, quereis renovar o vosso ato de fé viva? Estais dispostos a responder ao convite a ser sentinelas da conversão e da esperança? Que projeto de conversão cada um de vós pode levar? Que intenção de mudança quer formular?”

Porém, refletindo nas palavras de S. Paulo “Não devais a ninguém coisa alguma, a não ser o amor de uns para os outros” pois não basta dizer “eu não mato, não roubo, não faço mal”, o prelado lançou o convite aos jovens para serem “Sentinelas da fraternidade” e sublinhou que “É preciso amar sempre. Eis a caridade cristã; e daqui deriva a missão de ser sentinelas da fraternidade hoje tão necessária”.

Até porque “A globalização atual quebra distâncias, torna-nos mais próximos, mas não nos faz irmãos. A fraternidade recorda-nos que somos todos filhos do mesmo Pai que nos ama e conforta”. E alerta que hoje

“predomina a cultura da indiferença e do descarte face ao outro: “que me importa? Não é comigo. É problema dele. Cada um que se arranje”. Face à cultura da indiferença e do descarte é necessário promover a cultura do encontro, da vida fraterna em comunidade”.

O bispo afirma que “O que muda muitas pessoas não são as grandes ideias ou pensamentos, mas o terem-se encontrado com alguém que se aproximou em atitude de acolhimento e amizade e as ajudou a renovar-se!”.

E mais uma vez interrogou: “Quereis caminhar juntos e ajudar-vos como irmãos? Quereis pôr os vossos talentos ao serviço dos necessitados, dos mais vulneráveis, em forma de voluntariado?”

Tendo por base a história do Evangelho, o Bispo D. António Marto disse aos jovens que Jesus “indica a misericórdia como absolutamente necessária nas relações entre irmãos”. Portanto pede que “no meio das tensões, conflitos, contendas e ofensas na vida quotidiana permaneça e prevaleça a busca da reconciliação e do perdão sobe a tentação de vingança, de violência, de ódio, de rancor”. Adiantando que “Jesus pede que se faça todo o possível para quem se perdeu reencontre o caminho da vida e que quem ofendeu o irmão reencontre o caminho da reconciliação e do perdão”. Depois o bispo perguntou: “Que seria de nós e do mundo sem o perdão e a reconciliação, a começar dentro das próprias famílias? Não haveria paz!”, e assim, desafiou os jovens a serem “sentinelas da reconciliação e do perdão”.

Por fim, D. António Marto referiu que foi em Fátima que “Nossa Senhora veio lembrar estes caminhos da paz, o segredo da Paz”, portanto “com ela sede sentinelas da paz, construí-a artesanalmente dia a dia na família, na escola, nos vossos ambientes e a paz não será uma miragem”.

Ao terminar o prelado confiou os jovens “ao cuidado da Mãe. Que ela vos abençoe, proteja e acompanhe com o seu auxilio materno!”

 

 

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