Bispo de Setúbal recorda “sonho de uma sociedade fraterna e solidária”

| 2017-09-27

D. José Ornelas elogiou a dimensão de interioridade e de oração do falecido bispo, que deixou como herança

(Foto: Diocese do Porto)

O Bispo de Setúbal, D. José Ornelas presidiu à missa exequial de D. Manuel Martins, no Mosteiro de Leça do Balio, em Matosinhos e evocou “o sonho de uma sociedade fraterna e solidária” que o falecido bispo emérito de setúbal sempre teve.

E adiantou, na Homilia, que o falecido bispo sempre “Ergueu a voz em denúncia das atitudes, políticas e economias que se esquecem dos milhões de pessoas – sobretudo dos mais frágeis e indefesos”,

D. Manuel Martins que, faleceu, no domingo, aos 90 naos de idade, foi recordado como sendo a voz que denunciou injustiças e que deu “voz de indignação” contra os que “exploram ou se demitem de denunciar e reverter as situações de injustiça e de exploração”.

Neste contexto, D. José Ornelas falou dos emigrantes e refugiados que encontram os “muros de rejeição e de preconceitos” ou os que estão sem trabalho e se deparam com “pessoas e sistemas que os exploram ou tornam impossível a dignidade”

O bispo de Setúbal falou do primeiro responsável da diocese como “um homem solidariamente criativo, para apoiar e cuidar dos que eram deixados à margem das grandes manobras económicas, para congregar pessoas de boa vontade e promover obras que servissem os que mais precisavam”.

“Por isso tornou-se homem de pontes e de diálogo, buscando consensos e colaborações, para que, com todas as pessoas de boa vontade, possamos criar juntos um mundo mais humano e justo”, acrescentou.

D. José Ornelas elogiou a dimensão de interioridade e de oração do falecido bispo, que deixou como herança “o bem que fez a tanta gente, as dores que aliviou, as esperanças que criou, a fé que testemunhou, com a palavra e com a vida”.

O responsável deixou uma palavra de gratidão aos familiares de D. Manuel Martins e à Diocese do Porto, onde aprendeu com “outras vozes proféticas”, como a de D. António Ferreira Gomes, a erguer-se para “denunciar injustiças e apontar caminhos”.

O corpo de D. Manuel Martins foi sepultado, no cemitério próximo do Mosteiro de Leça do Balio, a sua terra Natal, cumprindo assim o desejo expresso pelo próprio.

(Com Agência Ecclesia) 

 

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