Bispo do Algarve fica na diocese “até que o Papa queira”

| 2017-12-13

D. Manuel Quintas não rejeitou a possibilidade de ter de ir para outra parte

Bispo Algarve

O bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, de 68 anos, foi o convidado do ciclo “Conversas com Vida Dentro”, no Teatro Lethes, em Faro, e disse que estará na diocese do Algarve “até que o Papa queira”. Por norma e tendo em conta o Direito Canónico os bispos ocupam os seus lu7gares até atingirem os 75 anos de idade, excepto se existir alguma razão muito forte para a resignação.

D. Manuel Quintas não rejeitou a possibilidade de ter de ir para outra parte, embora se sinta “realizado e alicerçado nestes 17 anos” em que está no Algarve.

O prelado considerou, por isso, “fundamental” ter chegado ao Algarve com 50 anos, mas frisou que “o mais importante foi ter vivido quatro anos com D. Manuel Madureira [Dias]”, seu antecessor, atual bispo emérito da diocese. “Tive a sorte de estar com ele, senão teria sido muito complicado. É muito bom quando um bispo começa e tem outro bispo residencial. E um bispo como ele, que para mim foi uma bênção”, acrescentou.

D. Manuel Quintas considerou que nestes 17 anos cresceu o “sentido de maior abrangência da diocese”, não apenas da parte do bispo mas também da parte do clero e salientou que “é preciso haver razões muito grandes para pedir para algum pároco mudar de paróquia”. “Sobretudo párocos que são muito mais velhos do que eu, não só na idade, mas no sacerdócio, na doação à Igreja e que são um exemplo para mim”, complementou, lembrando ser preciso “pensar no bem das pessoas, no dinamismo da Igreja e também na conjugação de serviços com as paróquias vizinhas”, não obstante ser uma decisão difícil. “Dói muito, a começar pelo bispo, mas tem que ser”, completou.

D. Manuel Quintas garantiu que nunca se arrependeu das decisões que tomou porque foram “partilhadas e muito conversadas antes de serem tomadas”, inclusive com os próprios implicados. “Vejo isso com serenidade mas com sofrimento, sobretudo porque não se consegue atender a tudo. Das coisas mais complicadas que um bispo tem é não conseguir ultrapassar dificuldades e problemas que tem a ver com pessoas das comunidades”, testemunhou.

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