Bispo Leiria-Fátima apela “Não deixemos que nos roubem o autêntico Natal”

| 2017-12-13

Aproveitemos para lhe perguntar:” Senhor, que esperas de mim? Onde me esperas? Que queres de mim?”

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O Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, na sua Mensagem de Natal, apela aos católicos que “Não deixemos que nos roubem o autêntico Natal”.

E adianta que para muitos o “Natal é uma quadra de alegria que evoca as mais belas recordações pessoais e familiares”. enquanto que para outros tem “um sabor a tristeza porque sentem mais o isolamento, a solidão, os diversos dramas e provações da vida”. Porém alerta que outros “reduzem-no a mera festa mundana de consumismo para preencher por vezes um vazio interior”.

No entanto, o Bispo de Leiria-Fátima escreve que o Natal é um convite dirigido a todos à “alegria, à fraternidade, à esperança” e por isso “Não deixa ninguém indiferente”.

D. António Marto acrescenta que os cristãos encontram “um motivo singular e único” para o celebrar na Fé que os distingue: “a surpresa do mistério de Deus feito homem. Deus surpreende-nos sempre porque o amor é uma eterna surpresa”.

O prelado aviva a memória dos diocesanos ao escrever “Com o nascimento de Jesus, os cristãos proclamam a novidade da proximidade de Deus à vida dos homens e mulheres que Ele ama. No rosto frágil de um menino, Deus revela um rosto totalmente inesperado, uma inesperada omnipotência que é a do amor”.

Depois realça que “Deus faz-se pequeno para que não tenhamos medo de O receber nos braços; faz-se pequeno para que os mais pobres e humilhados não tenham medo Dele e Nele encontrem acolhimento como os pastores de Belém; faz-se pequeno para tocar o coração dos poderosos deste mundo. É este o rosto que nós contemplamos no Natal!”.

D. António Marto, na sua Mensagem de Natal, também deixa um alerta: “Se não nos deixamos surpreender por Jesus é porque lhe fechamos a porta. Demos-lhe, pois, um lugar na nossa vida. Acolhamos a sua presença no presépio do nosso coração e dos nossos irmãos necessitados”.

E aproveitemos para lhe perguntar:” Senhor, que esperas de mim? Onde me esperas? Que queres de mim?”, refere o bispo.

Além disso, os cristãos não podem esquecer que o Natal de Cristo gera “um novo despertar de fraternidade, partilha e solidariedade com os que à nossa volta conhecem a solidão, a pobreza, a precariedade”.

Motivo, pelo qual, os pastores foram os primeiros a saber deste nascimento, pois estão “como representantes dos mais pobres, frágeis, necessitados e descartados da nossa sociedade”.

E tendo isto por base, o bispo de Leiria-Fátima apela a que, neste Natal, não nos esqueçamos e nem faltemos com a “nossa solidariedade generosa de modo particular às vítimas dos incêndios”.

E recorda palavras do Papa Francisco ao escrever: “Por isso, benditas as mãos que se abrem para acolher os pobres e socorrê-los: são mãos que levam esperança. Benditas as mãos que superam toda a barreira de cultura, religião e nacionalidade, derramando óleo de consolação nas chagas da humanidade. Benditas as mãos que se abrem sem pedir nada em troca, sem “se” nem “mas”, nem “talvez”: são mãos que fazem descer sobre os irmãos a bênção de Deus”.

D. António Marto, também apela à participação de todos na iniciativa de solidariedade promovida pela Caritas Internacional, mas levada a cabo pela Cáritas Diocesana de Leiria “10 Milhões de Estrelas, um Gesto pela Paz”.

Cada vela custa um euro e as verbas resultantes da campanha revertem 65% para a ação da Caritas Diocesana no apoio às famílias locais em situação de carência e em 35% para apoiar as vítimas dos incêndios florestais em Portugal.

O Bispo ainda refere que “Nesta festa de Natal em que celebramos o centésimo aniversário da restauração da nossa querida diocese de Leiria-Fátima não deixemos que nos roubem o autêntico Natal celebrado e vivido na fé, na alegria, na partilha, na generosidade e na esperança!”

 

 

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