Bispos europeus preocupados com a “cultura líquida” que os jovens respiram

| 2017-10-03

Um dos temas abordados foi o fenómeno da imigração

Foto: ccee

O Conselho das Conferências Episcopais Europeias (CCEE) esteve reunido e no final da Assembleia Plenária, que decorreu em Minsk, na Biolorrússia, emitiu um comunicado onde afirma que a “Europa não é só uma terra, mas uma incumbência espiritual” e que a “Igreja acredita firmemente nos jovens”.

No comunicado enviado à Agência Ecclesia lê-se que “Aos povos e às nações exprimimos o nosso encorajamento para reagir às fortes instigações do secularismo que impelem a viver sem Deus ou a confiná-lo no espaço privado, alimentando a semente do individualismo e gerando solidão”.

Os bispos assumem como missão “promover a comunhão entre os pastores de várias nações e de descobrir caminhos que permitam voltar a ressoar no coração do homem europeu, da cultura e da sociedade, da voz do Senhor Jesus Cristo.

Um dos temas abordados foi o fenómeno da imigração que deve ser “iluminado pelo Evangelho, no acolhimento, na integração e na legalidade”, mesmo com as dificuldades existentes, e, por isso, deve existir um “esforço de uma responsabilidade comum”.

O Conselho das Conferências Episcopais Europeias realça que a mensagem de que são “devedores ao mundo é elevada e forte”. Portanto gostavam que ao coração da Europa chegasse a “palavra de Jesus e que a antiga Europa não tenha medo de ser ela mesma e de regressar ao caminho dos pais que sonharam como uma casa de povos e nações, mãe fecunda de filhos e de civilização, terra de humanismo aberto e integral”.

O outro tópico da agenda eram os jovens, no contexto do Sínodo dos Bispos sobre esta temática que se vai realizar em outubro de 2018.

“A Igreja acredita firmemente nos jovens, tem estima e confiança neles, como uma mãe tem pelos seus filhos”, destacam.

Por isso, os bispos europeus estão preocupados com a “cultura liquida que todos respiram”, a “exasperação individualista muito difundida” que gera incerteza e solidão e “conflitos e injustiças” que “ferem a paz”.

“Tudo isto é motivo que confirma o nosso empenho de estar junto aos jovens e de caminhar com eles”, afirmam os bispos do texto enviado à Ecclesia. 

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