Cardeal Piacenza diz que família cristã está a ser atacada

| 2017-09-13

Nos dias de hoje, ser cristão é estar contra-corrente

Peregrinação Setembro

O Cardeal Mauro Piacenza, Penitenciário-Mor da Santa Sé presidiu à Peregrinação Internacional Aniversária de setembro, ao Santuário de Fátima e, na homilia, da Santa Missa, celerada no Altar do Recinto convidou os cristãos a serem capazes de resistir e a não desistirem da sua Fé, perante as adversidades. Reforçando o convite para que sejam uma voz  “contracorrente”  e “profética” numa Europa “cansada e velha”.

O cardeal ainda sublinhou que Nossa Senhora deixou em Fátima um `mandato´para os cristãos que todos os peregrinos que aqui vêm acabam por aceitar através da sua consagração ao Seu Imaculado Coração.

“Cumprir a vontade de Deus, discernir os sinais dos tempos, significa, para nós, hoje, aqui em Fátima, resistir! Resistir com a força da fé e da caridade!”, disse.

“Maria convida-nos a sermos profetas”, enfatizou o cardeal, denunciando alguns dos problemas do mundo de hoje, de entre os quais salientou o “ataque” à Família.

“Este violento ataque à família é sem precedentes na história, tanto de um ponto de vista cultural como sob o aspeto jurídico”, e cumpre-se , segundo o cardeal genovês, na “destruição do homem, afogando-o na cultura da morte” e na destruição “do lugar em que a vida vibra, se comunica e se educa: a família.”

“Estamos convencidos de que nada é mais profético, mais moderno, mais anticonformista do que defender a vida, a educação, reconhecendo que elas constituem hoje uma verdadeira emergência” adianta o penitenciário-mor da Santa Sé.

“Um dia, o mundo há-de agradecer à Igreja por ter defendido sem temores nem compromissos a vida e a família, e com elas, a civilização!” disse ainda.

O cardeal terminou a homilia desafiando os peregrinos presentes- cerca de 160 grupos inscritos, oriundos de 35 países-  a consagrarem-se ao Imaculado Coração de Maria na esperança  de que o mundo possa ser “preservado da corrupção, das calamidades, da violência e das guerras!”.

“Aqui neste lugar, (Nossa Senhora) quis não apenas exortar os homens à oração, à penitência e à conversão, mas também prepará-los para o futuro, profetizando e indicando as lutas e as canseiras, as cruzes e as batalhas que são chamadas a cumprir as almas, e com elas a própria Igreja, que vive nas almas”, concluiu.

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