D. Antonino diz que Natal é um convite permanente à “esperança”

| 2017-12-20

“Ora, o Natal é sempre a segunda opção” diz o Bispo

O Bispo de Portalegre-Castelo Branco, D. Antonino Dias, na sua mensagem de Natal, realça que o Natal é um convite permanente à “esperança” e que o “mistério de amor pela humanidade nunca se tornará abstrato”.

D. Antonino Dias também realça a sua convicção de que “Deus nunca abandona a humanidade perante a sua fragilidade”.

Porém, o bispo reconhece que, este ano, “a desolação, o desânimo e a desistência bateram à porta de muita gente”, devido a um conjunto de acontecimentos que abalaram Portugal e o mundo.

E recorda os incêndios devastadores do verão e de outubro que atingiram o país causando mais de 100 mortos e destruindo centenas de casas, empresas e milhares de hectares de florestas.

O prelado também adianta que este foi um ano em que continuaram a imperar realidades como “a pobreza, o desemprego, a droga e o alcoolismo, ou a solidão, expressa no “sofrimento de tantas pessoas que vivem sozinhas e doentes ou são abandonadas nos Lares, com frieza e ingratidão dos mais chegados”.

No fundo, para o Bispo de Portalegre-Castelo-Branco este foi um ano que “colocou a humanidade diante do risco de novos conflitos à escala mundial, deu a provar o sabor das novas ditaduras, escaqueirou os princípios éticos em manifestações variadas de corrupção, confrontou as pessoas com a violência e as agressões gratuitas, surpreendeu com uma autêntica desumanização civilizada”.

E mostrou “a fragilidade e a dificuldade da educação e da liberdade, o falhanço dos projetos, a debilidade dos compromissos, a apetência pela indiferença e pelo egoísmo”.

Perante todos estes obstáculos, poderiam haver “pelo menos dois caminhos”, aponta D. Antonino Dias, o da vitimização e estagnação, ou o do “empreender caminho”.

“Ora, o Natal é sempre a segunda opção”, frisa aquele responsável.

(Com Agência Ecclesia) 

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