D. António Marto diz que Centenário permitiu “experienciar a catolicidade e a projeção mundial de Fátima”

| 2018-01-02

Francisco e Jacinta são um exemplo e modelo de santidade para toda a Igreja

D. António Marto, bispo da diocese de Leiria-Fátima presidiu à celebração de ação de Graças na Basílica da Santíssima Trindade, no Santuário de Fátima e em jeito de balanço, o bispo relembrou os acontecimentos mais relevantes que marcaram Fátima e a Igreja em Portugal.

D. António Marto assume o Centenário das Aparições como o grande acontecimento e disse que a vivência desta celebração “significou sair de uma visão parcial de Fátima centrada na curiosidade dos segredos e na série de devoções avulsas para olhar Fátima como Epifania do Amor”.

O prelado lembrou que ao longo destes sete anos foi possível “experienciar a catolicidade e a projeção mundial de Fátima”, que foi e é “um dom para a Igreja e para a humanidade”.

“Fátima não pertence só a Portugal ou à Igreja; é do mundo inteiro que aqui afluiu de todos os povos, culturas e línguas, acima de todas as expectativas”, reiterou. Acrescentando que “A canonização de Jacinta e Francisco Marto é um outro motivo para o nosso júbilo e para atual meditação”.

Francisco e Jacinta “são um exemplo e modelo de santidade para toda a Igreja com o perfil espiritual próprio de cada um; são um desafio ao santuário para levar mais a peito a sua vocação a ser escola de santidade de povo, santidade popular”, referiu o bispo.

Outro aspeto que o prelado considera importante realçar é a vivência do centenário da restauração da diocese de Leiria-Fátima, a 17 de janeiro de 1918 após a sua extinção por motivos políticos em 1882.

“Queremos que seja um tempo de graça e de renovação espiritual e pastoral desta diocese particularmente abençoada pelo carisma de Fátima, das aparições e da mensagem da Senhora e do Santuário popularmente reconhecido como «altar do mundo»”.

Ao referenciar o Dia Mundial da Paz, o Bispo diocesano recordou que o Papa Francisco, na sua mensagem para este dia, assinalado a 1 de janeiro, aponta quatro verbos como motores para apoiarmos os migrantes e refugiados: acolher, proteger, promover e integrar. E de seguida disse que

estes quatro aspetos  “requerem uma prática constante de quatro virtudes, a saber: acolher significa viver a hospitalidade; proteger significa exercer a tutela, a atenção e defesa dos mais frágeis e indefesos, da sua dignidade e direitos humanos; promover significa a fortaleza de combater preconceitos e medos e criar espaços e oportunidades de diálogo, colaboração e desenvolvimento; integrar significa exercer a fraternidade que encurta distâncias e abre caminhos de encontro, de adaptação, de compreensão e de inclusão”.

No final da homilia, D. António Marto desafiou os peregrinos a “assumir o compromisso próprio – por mais insignificante que possa parecer – de ajudar os irmãos refugiados e migrantes a encontrar aqui na nossa terra, na nossa pátria, na nossa Europa horizontes concretos de um futuro melhor a construir”.

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