D. António Marto fala da “indiferença religiosa” em Fátima

| 2017-10-13

“A paz é o tema central da mensagem” de Fátima

Foto: Lusa

D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima alertou em Fátima para a “indiferença religiosa”.

O bispo presidiu à peregrinação aniversária de Outubro, e na Homilia proferida no recinto do Santuário, disse que “Nesta época em que estamos a viver uma certa indiferença religiosa, uma espécie de eclipse cultural de Deus, Maria convida-nos hoje a descobrir o gosto e o encanto de Deus e da sua beleza, a proclamar como Deus é Grande”.

O bispo salientou que “A nossa vida não é oprimida, mas antes elevada e dilatada: torna-se grande na beleza e grandeza do Amor que salva. É por Deus ser grande que também o ser humano é grande, em toda a sua dignidade”.

D. António Marto afirmou que “abrir o coração a Deus-Amor e confiar-se a Ele com a oração dos Pastorinhos: Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos” é a primeira conversão que a mensagem de Fátima pede.

Por isso, a grande prioridade para “o futuro da fé cristã” é “tornar Deus presente, próximo e íntimo ao coração humano, Deus amigo dos Homens, fonte de humanização, de com fiança na bondade e na beleza da vida”.

O prelado afirma que a Nossa Senhora traz-nos uma mensagem da “misericórdia de Deus” e adianta que isso acontece porque “A misericórdia de deus é mais poderosa que a força do mal. Deus não quer deixar o mundo abandonado, mergulhado na tristeza e no luto do abatimento e da solidão”.

E portanto esta é uma mensagem que “vem acompanhada pelo apelo á conversão e à reparação”.  E daí, a necessidade de também nós respondermos à questão colocada aos três pastorinhos “Quereis oferecer-vos a Deus?”

D. António Marto lembrou a afirmação do Papa Francisco em Maio “Temos mãe” para acrescentar “sim temos mãe de ternura de misericórdia, solícita e defensora dos pobres, dos que sofrem, dos humildes e humilhados, dos sós, dos abandonados e descartados pela cultura da indiferença”.

O Bispo de Leiria ainda disse que “Fátima confia-nos uma mensagem profética de esperança e não um segredo intimidatório de medo; uma palavra de bênção e não de maldição; uma promessa consoladora de paz e não de destruição”. E lembrando a promessa de Nossa Senhora “por fim o Meu Coração Imaculado triunfará … e será concedido ao mundo um período de Paz” adianta que isto significa que “No final, o Senhor é mais forte do que o mal e Nossa Senhora é para nós a garantia visível, materna, da bondade de Deus que é sempre a última palavra da história”.

Por isso mesmo, “A paz é o tema central da mensagem” refere o bispo e esclarece que ao pedir para se rezar o terço pela paz todos os dias, “Nossa Senhora quer desencadear, através da oração, uma mobilização geral que leva ao compromisso ativo pela Paz”.

Numa alusão às tensões atuais entre as grandes potências, que nos trazem “uma terceira guerra em episódios” que "alastra o terrorismo e a ameaça nuclear tão aguda como então", o prelado, lembrou a mensagem deixada, pelo Papa Paulo VI, em Fátima, há 50 anos, quando  apelou aos homens para que procurassem ser “dignos do dom divino da paz” e que para isso têm que entrar no caminho da “oração e penitência”

Por fim, o bispo disse que “de Fátima irradiam para todo o mundo os esplendores da Graça e da Misericórdia divinas e as advertências proféticas da Mãe de Deus e dos homens”. Portanto “deixemo-nos guiar pela luz que vem de Fátima”, terminou o Bispo D. António Marto.

 

 

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