D. Joaquim Mendes diz que a Luz de Cristo ilumina o homem

| 2017-12-21

A Luz da Paz de Belém é uma iniciativa mundial de apelo à paz

D. Joaquim Mendes, bispo auxiliar de Lisboa presidiu à cerimónia de recepção da Luz da paz de Belém, na Sé de Lisboa e disse que a Luz de Cristo que nasce, neste Natal, ilumina o “interior” de cada homem e mulher e é capaz de “romper com todas as escuridões” do mundo.  

Na homilia enviada à Agência ECCLESIA, o responsável católico salientou que Cristo “é a verdadeira Luz de Belém”, que durante este Natal vai ser simbolicamente acesa pela paz, em todas as dioceses e paroquias, através da tradicional campanha ‘10 milhões de Estrelas’, da Cáritas Portuguesa.

Uma luz em forma de vela, que por si só consegue iluminar a “escuridão exterior”, mas que invoca “a luz autêntica”, que leva um novo resplandecer ao coração da humanidade, capaz de “romper com todas as escuridões, de gerar vida, e apontar caminhos seguros de esperança, de alegria, de fraternidade, de solidariedade e de paz”.

“É esta luz que queremos acender, não só simbolicamente, mas interiormente, em nós, para a levar ao mundo, para que ilumine tantas muitas zonas escuras, que a luz natural e a luz elétrica não conseguem iluminar”, reforçou D. Joaquim Mendes.

A Luz da Paz de Belém é uma iniciativa mundial de apelo à paz, a partir de uma luz acendida na Gruta da Natividade, onde segundo a tradição cristão nasceu Jesus, em Belém, na Terra Santa.

Por isso, D. Joaquim Mendes reafirmou que todos os católicos, todos os consagrados e leigos, têm uma “missão” a desempenhar: “mostrar Cristo presente e vivo, com obras de luz que dissipam as trevas de um futuro incerto, abrindo caminhos de esperança num mundo que caminha para a desertificação material, com a devastação provocada pelas alterações climáticas, pelos incêndios, pela escassez da água, e pela falta de cuidado e de respeito pela natureza e pelo ambiente”, frisou o presidente da Comissão Episcopal para o Laicado e Família.

O bispo também desafiou os presentes a fazerem renascer um “mundo que caminha para a desertificação religiosa, espiritual, dos valores, do sentido da vida e da adulteração da História”.

Uma sociedade “que fala do Natal e celebra o Natal, mas sem Cristo, que é substituído pelas luzes, pelas árvores, pelos enfeites, pela euforia das compras, e pelo homem das barbas, de capaz e fato vermelho a distribuir presentes num trenó”. “É a este mundo que queremos levar a luz de Belém, Cristo”, completou.

(Com Agência Ecclesia)

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