D. Manuel Clemente aponta responsabilidades políticas

| 2017-10-18

É preciso união para reconstruir vidas

D. Manuel Clemente (Foto: RR)

Para o Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente há “sempre responsabilidades políticas” quando uma tragédia, como a provocada pelos incêndios de domingo, se abate sobre o país.

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) considera que “teria sido possível evitar um novo drama, quatro meses depois do acontecido em Pedrógão Grande”.

E em declarações à Agência Ecclesia e Rádio Renascença afirma que “Era possível, certamente, era possível e previsível. Os relatórios estão aí, os peritos já se pronunciaram, as autoridades do Estado – a começar pelo presidente da República – também e as coisas são o que são, o que infelizmente foram”.

Por isso, sustenta que era preciso ter avançado “na prevenção” com uma presença mais prolongada “dos sistemas de prevenção e de alerta”.

D. Manuel Clemente afirma que uma “ação mais atempada da proteção civil e um maior investimento na limpeza das matas e nos espaços em redor das habitações” poderia ter minimizado a tragédia.

E alerta que “Já estamos a chorar sobre o leite derramado, o que é preciso é evitar que ele se derrame”, adverte.

Portanto, a Igreja católica vai continuar a insistir para que se avance para uma prevenção real, em vez de agir perante os factos e sempre “à pressa”, quando o mal já é uma realidade.

O presidente da CEP realça o papel das Cáritas diocesanas “desde o primeiro momento, desde Pedrógão, têm redobrado a sua ação, assim como, a Cáritas Portuguesa e as Misericórdias”.

O Patriarca de Lisboa também deixou uma mensagem de solidariedade a todas as pessoas que perderam familiares, nestas duas tragédias e uma palavra de “apoio” a todos os que sofrem com este drama, deixando o desejo que haja união de esforços para “a reconstrução das suas vidas”.

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