Faleceu D. Manuel Martins, bispo de Setúbal

| 2017-09-24

As exéquias fúnebres vão celebrar-se na terça-feira, pelas 15h00

D. Manuel Martins

D. Manuel Martins que foi o primeiro bispo de Setúbal, faleceu este domingo, aos 90 anos de idade, anunciou a diocese sadina. Dando conta que o Bispo Emérito estava “acompanhado pelos seus familiares e partiu após a Santa Unção”, informa uma nota enviada à Agência Ecclesia. D. Manuel Martins, faleceu em casa de familiares, na Maia, pertencente à diocese do Porto.

O corpo estará em câmara ardente, a partir de segunda feira, entre as 09h00 e as 24h00 e entre as 09h00 e as 12h00 de terça feira,no Mosteiro de Leça do Balio, em Matosinhos.

As exéquias fúnebres de D. Manuel Martins, vão celebrar-se na terça-feira, pelas 15h00, no mesmo local.

O bispo emérito de Setúbal será sepultado junto dos seus pais, no cemitério próximo do Mosteiro de Leça de Balio, cumprindo-se assim, o desejo expresso pelo próprio.

A Sé de Setúbal vai receber a celebração da Missa de sétimo dia a 1 de outubro, pelas 16h00.

D. Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga escreveu na rede social Twitter: “D. Manuel Martins, descanse em paz. Os pobres e os trabalhadores têm um intercessor no céu".

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou a morte de D. Manuel Martins recordando que estava “sempre atento à luta pela liberdade contra a opressão e pela igualdade contra a injustiça. Em homenagem ao princípio da dignidade da pessoa”. E realça que o seu testemunho “foi particularmente impressivo à frente da Diocese de Setúbal. Mas, ao dar vida aos princípios evangélicos, em tempos de crise e de enormes desafios comunitários, não serviu apenas a Igreja Católica, serviu Portugal”.

Marcelo Rebelo de Sousa frisa a amizade que tinha pelo bispo e aponta-o como “uma personalidade singular, que tudo fez na sua vida para contribuir para um Portugal mais livre e mais justo, e, por isso, mais democrático”.

O primeiro-ministro português lamentou hoje a morte de D. Manuel Martins, bispo emérito de Setúbal, que considerou uma “grande referência da consciência social”.

António Costa sustenta que a “melhor homenagem à sua memória é a ação pela erradicação da pobreza”.

O presidente da Assembleia da República manifestou hoje “enorme tristeza” pelo falecimento de D. Manuel Martins, bispo emérito de Setúbal, saudando o seu compromisso nas causas sociais.

“Conheci Dom Manuel Martins e pude comprovar as preocupações sociais que sempre exprimiu, o seu inconformismo permanente na luta contra a pobreza e a sua solidariedade”, refere Eduardo Ferro Rodrigues, numa mensagem de pesar publicada no site do Parlamento português.

O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), padre Manuel Barbosa, lembrou a “profunda humanidade” de D. Manuel Martins.

A Câmara Municipal de Matosinhos decretou hoje três dias de luto municipal em homenagem ao falecido bispo emérito de Setúbal, D. Manuel Martins, natural de Leça do Bailo, território da autarquia.

 “A Câmara Municipal de Matosinhos lamenta profundamente o falecimento de D. Manuel Martins, nascido e criado em Leça do Balio e para onde regressou após 23 anos a exercer funções como Bispo de Setúbal, endereçando as mais sentidas condolências a toda a família, amigos, e a toda a comunidade matosinhense pela triste perda de um dos mais ilustres filhos da terra”, assinala um comunicado publicado na página do município.

A Misericórdia do Porto lamentou hoje a morte de D. Manuel Martins, bispo emérito de Setúbal, elogiando o seu “importante papel como cidadão e homem da Igreja”, na vida coletiva do país.

D. Manuel Martins foi o primeiro bispo nomeado para a então recém-criada Diocese de Setúbal, onde iniciou o seu ministério episcopal no dia 26 de outubro de 1975.

O falecido bispo nasceu a 20 de janeiro de 1927, em Leça do Balio, concelho de Matosinhos; foi ordenado sacerdote em 1951, após a formação nos seminários do Porto, seguindo-se a frequência do curso de Direito Canónico na Universidade Gregoriana, em Roma.

Pároco da Cedofeita, no Porto, entre 1960 e 1969, D. Manuel Martins foi nomeado vigário-geral da diocese nortenha em 1969, antes de seguir para Setúbal.

D. Manuel Martins foi presidente da Comissão Episcopal da Ação Social e Caritativa, bem como da Comissão Episcopal das Migrações e Turismo, na Conferência Episcopal Portuguesa; foi ainda presidente da Secção Portuguesa da Pax Christi e da Fundação SPES.

No dia 23 de abril de 1998, o Papa João Paulo II aceitou o seu pedido de resignação ao cargo de bispo de Setúbal.

O bispo emérito foi agraciado com a grã-cruz da Ordem de Cristo, durante as comemorações do 10 de junho de 2007, em Setúbal, e com o galardão dos Direitos Humanos da Assembleia da República, a 10 de dezembro de 2008.

Em maio de 2015, D. Manuel Martins foi condecorado com a medalha da Ordem de Timor-Leste, pelo papel que teve na restauração da independência deste país.

Em março deste ano, o presidente da República Portuguesa saudou o percurso de vida de D. Manuel Martins, bispo emérito de Setúbal, que completou 90 anos a 20 de janeiro.

“Nascido em Matosinhos, no norte de Portugal, D. Manuel Martins sempre manteve a fidelidade aos princípios e valores distintivos daquela região do país: o sentido de serviço aos outros, a dedicação ao trabalho e a preocupação permanente com a justiça social”, escreveu Marcelo Rebelo de Sousa, num texto divulgado pela Presidência da República.

 (Com Agência  Ecclesia)

 

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