Fundação AIS vai reconstruir igrejas e casas dos cristãos no Iraque

| 2017-09-27

O Plano ambicioso implica um investimento de 250 milhões de euros

A Fundação AIS vai reconstruir as igrejas e as casas dos cristãos que residem, na Planície de Nínive, no Iraque e que foram destruídas durante a ocupação da Planície, pelos Jihadistas do auto-proclamado  Estado islâmico. O ambicioso plano foi apresentado durante a conferência Internacional “Iraque, o regresso ás raízes” que está a decorrer, na Universidade Pontifícia Lateranense, em Roma, numa organização da Fundação AIS.

Este ambicioso projecto, que de alguma forma se inspira no “Plano Marshall” – que permitiu a reconstrução da Europa após a II Guerra Mundial – está orçado em cerca de 250 milhões de dólares e é já considerado como essencial para a manutenção da presença da comunidade cristã nesta região bíblica.

Ao todo, calcula-se que aproximadamente 12 mil famílias – cerca de 95 mil pessoas – foram forçadas a fugir, no Verão de 2014, abandonando tudo o que tinham, por causa da conquista da região pelos jihadistas.

As casas, que deixaram para trás foram saqueadas e destruídas. E as igrejas também, assim como as escolas e os hospitais. Só em estruturas ligadas directamente à Igreja – desde templos, passando pelos conventos, salas paroquiais, seminários e jardins-de-infância, por exemplo – foram já identificados 363 edifícios que necessitam de intervenção urgente.

Para a concretização deste projecto, foi criado um Comité para a Reconstrução da Planície de Nínive, que engloba, além da Fundação AIS, representantes de todas as igrejas iraquianas, técnicos de engenharia, arquitectos e gestores.

A conferência de hoje conta com a presença do Cardeal Mauro Piacenza, presidente Internacional da Fundação AIS, e de outros altos responsáveis da Igreja, como o Cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, o Patriarca Caldeu, D. Louis Sako, o Arcebispo sírio-ortodoxo de Mossul, D. Alberto Ortega Martinez, e ainda, entre outros, o Arcebispo sírio-católico de Mossul, Youhanna Petros Mouche e o Pe. Andrzej Halemba, responsável pelos projectos da Fundação AIS no Médio Oriente – e que é, simultaneamente, presidente da Comissão para a Reconstrução de Nínive.

Durante o encontro, que conta também com a presença de Catarina Martins, a directora do secretariado português da AIS, irá fazer-se uma avaliação dos enormes desafios que a comunidade cristã enfrenta na região, não só no que diz respeito ao projecto de reconstrução de casas particulares, edifícios da Igreja e infra-estruturas, mas também das questões relacionadas com a segurança das populações, desminagem de vias de acesso e de localidades que estiveram ocupadas pelos jihadistas.

O apoio à comunidade cristã iraquiana tem estado na linha da frente das preocupações da Ajuda à Igreja que Sofre a nível internacional. De facto, esta organização – que é uma Fundação Pontifícia – já contribuiu com 36,6 milhões de euros, desde 2014, para o alojamento e alimentação dos cristãos desalojados que vivem no norte do Iraque.

O próprio Papa Francisco tem acompanhado directamente este enorme esforço humanitário, que é o resultado da generosidade dos benfeitores da Fundação AIS para com estas populações.

Ainda há cerca de um mês, a 27 de Agosto, o Santo Padre recebeu, em audiência privada, Mark von Riedemann, assim como Marcela Szymanski. Ambos os responsáveis da Fundação AIS – Riedemann é director de comunicação internacional e Marcela representante da AIS junto da União Europeia – explicaram então ao Papa Francisco a amplitude deste projecto, o número de pessoas afectadas pela destruição das suas casas e o carácter ecuménico do Comité de Reconstrução.

O apoio que a Fundação AIS tem vindo a prestar à comunidade cristã que vive ainda no nordeste do Iraque tem merecido particular interesse por parte do Papa. Ainda no ano passado o Papa Francisco fez um donativo pessoal para uma clínica, em Erbil, no Curdistão iraquiano, que presta auxílio a cerca de 3 mil pessoas e que só tem as portas abertas graças também à generosidade dos benfeitores e amigos da Fundação AIS.

(Com Departamento de Informação da Fundação AIS | ACN Portugal)

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