Fundadores das ‘Famílias de Caná’ desafiam famílias algarvias à santidade

| 2017-12-19

Os fundadores do movimento ‘Famílias de Caná’ vieram ao Algarve desafiar as famílias algarvias a «voar» rumo ao céu

Encontro família Power

“A família de cada um de nós é o «voo» certo para chegar ao céu”, afirmou Teresa Power, casada há 20 anos com Niall Power, irlandês, com quem tem seis filhos, mais um falecido com um ano de idade que disse já lá estar. “É no céu que ele espera por nós, é lá a nossa verdadeira casa, é lá que nós todos nos vamos encontrar com o Tomás”, destacou quando relatou a morte do seu terceiro filho ocorrida poucos meses depois de lhe ter sido diagnosticado um tumor cerebral maligno, num encontro que reuniu cerca de 300 pessoas no salão da paróquia de São Luís, em Faro, oriundas sobretudo das paróquias anfitriã, de São Pedro e do Montenegro, para além de famílias de outros pontos do Algarve.

Teresa Power indicou então o «combustível» para chegar ao céu, desafiando cada um dos membros do casal a “adquirir aquilo que o outro tem de melhor, as suas virtudes e não os seus defeitos”. “Isto é o «gasóleo» nesse «voo» que nos leva à santidade”, assegurou no encontro promovido pela paróquia de São Pedro, em colaboração com as restantes paróquias da cidade.

Considerando não ser hoje mais difícil educar uma criança do que no tempo da II Grande Guerra ou no tempo da Peste Negra, a oradora lamentou o “medo moderno” de se ter filhos. “Claro que não basta termos filhos, é preciso termos tempo para eles”, sustentou, aludindo a um dos aspetos mais queridos das ‘Famílias de Caná’: ter tempo para os filhos. Teresa Power contou, por isso, que em sua casa a televisão “geralmente está desligada” para poderem ler ou brincar em família.

Clara Power, a filha de 16 anos, assegurou que também o momento da refeição “é muito importante” para se relacionarem. “Como não temos telemóvel – a não ser a minha mãe, o meu pai e o Francisco [irmão mais velho] –, a hora da refeição é quando contamos todas as novidades do dia”, explicou.

Esclarecendo que na família Power o acesso ao telemóvel só é dado depois dos 18 anos, Francisco Power, de 19, acrescentou que os colegas lhe perguntavam sempre se não sentia falta de liberdade. “A verdade é que sempre senti exatamente o oposto. Não ter telemóvel, além de me dar mais liberdade, ainda me desenvolveu muito noutros sentidos: nunca tinha chamadas não atendidas da minha mãe para perguntar onde é que estava, como tinham os meus colegas, e também desenvolvi imenso o meu sentido de responsabilidade”, testemunhou, destacando ainda a importância do contacto com a natureza por não estar constantemente a ver televisão, nem ter Playstation.

Considerando que “a família está a sofrer dos maiores ataques de toda a história”, a fundadora das ‘Famílias de Caná’ explicou que “todas as famílias são bem-vindas” ao movimento, “esteja tudo bem dentro dos cânones da Igreja Católica ou não”. Neste sentido disse acolherem “famílias recasadas” e monoparentais.

(Com Diocese do Algarve) 

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