Marcelo recorda visita “histórica” de Francisco a Fátima

| 2018-01-02

Marcelo não esquece a tragédia dos incêndios

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na sua mensagem de ano novo considerou que 2017 foi um ano “contraditório e estranho” no mundo, na Europa e em Portugal.

Foi um ano “povoado de reconfortantes alegrias, mas também de profundas tristezas” que começou com a morte de Mário Soares, para de seguida, em maio, o país testemunhar como “crentes e não crentes” vibraram com a visita “histórica” do Papa Francisco a Fátima – o “apóstolo dos deserdados desta era” - no âmbito do Centenário das Aparições.

O Chefe de Estado também refere as “reconfortantes alegrias” que surgiram com a recuperação económica do país, o fim do défice excessivo”, a luta contra a “pobreza” e as “desigualdades”, a busca por um mais adequado “funcionamento dos sistemas sociais”. Assim como, recorda os troféus alcançados pelo país, nas mais variadas áreas, desde a música ao turismo.

Porém, Marcelo Rebelo de Sousa não esquece os incêndios devastadores de 17 de junho e os de 15 e 16 de outubro que causaram mais de 100 mortes e provocaram avultados danos materiais, naturais e ambientais.

“As tragédias dos incêndios, tão brutalmente inesperadas e tão devastadoras em perdas humanas e comunitárias que acabariam por largamente pesar no balanço de 2017. Tudo pondo à prova o melhor de nós – a resistência, o afeto, a iniciativa e a fraternidade militante, que levou mais longe ainda a nossa proverbial solidariedade”, refere ainda o Presidente da República.

Mas agora importa olhar para o futuro tendo a certeza de que o passado recente serve para apelar à nossa “coragem” e capacidade de “reinvenção” na construção deste futuro que tenha em conta todas as “vítimas”.

Temos que levar em frente a nossa capacidade de “recusar a resignação e reinventar com verdade”. Por isso, o presidente lembra a mensagem que mais ouviu quando se deslocou aos locais da tragédia: “Temos de converter as tragédias que vivemos em razão mobilizadora de mudança, para que não subsistam como recordação de irrecuperável fracasso. Temos de afirmar, neste exigente combate coletivo, a mesma vontade de vencer que nos fez recusar a resignação de uma economia condenada ao atraso e à estagnação (…) temos que ser como sempre fomos nos encontros da nossa história (…) e é por isso que acredito nos portugueses e em Portugal”. 

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