Mosteiro Trapista de Santa maria, Mãe da Igreja nasce em Miranda do Douro

| 2017-10-25

Um momento importante na vida da diocese de Bragança-Miranda

Em 2018 será lançada a primeira pedra para a construção do “Mosteiro Trapista de Santa Maria, Mãe da Igreja”, em Palaçoulo, em Miranda do Douro.

D. José Cordeiro, bispo de Bragança-Miranda disse, na conferência de imprensa de apresentação do projeto, que “É a primeira vez que os trapistas vêm para Portugal e acontece aqui, na Diocese de Bragança-Miranda. Depois de 472 anos do Mosteiro beneditino de Castro de Avelãs surge um novo mosteiro neste território. Tudo isto é graça de Deus”.

O “Mosteiro Trapista de Santa Maria, Mãe da Igreja” surge do Mosteiro de Vitorchiano (Itália), pertencendo à Ordem Cisterciense da Estrita Observância (OCSO) também conhecida como “Trapista”, e fundada em 1098. É um Instituto de Vida Consagrada de Direito Pontifício, formado por Mosteiros de Monjas e de Monges.

O Mosteiro será erguido no lugar do Alacão, na freguesia de Palaçoulo, concelho de Miranda do Douro, e poderá acolher 40 Monjas. Sendo que inicialmente serão dez. Terá uma filosofia orientada para a contemplação e culto divino, dentro do recinto, e segundo a regra de São Bento.

Na solidão e no silêncio, em oração constante e alegre penitência, oferecem à Divina Majestade um serviço humilde e nobre seguindo a vida monástica tal como determinado nas Constituições da Ordem Cisterciense da Estrita Observância.

Um momento importante na vida da diocese de Bragança-Miranda que resulta de vários contatos e reuniões realizadas, entre D. José Cordeiro, a madre Abadessa do Moasteiro de Vitorchiano, Rosaria Spreafico, com o Padre António Ferreira Pires, Pároco da Paróquia de S. Miguel de Palaçoulo e com o Conselho Paroquial dos Assuntos Económicos, a Ordem requereu, em 3 de março de 2017, que a mesma fosse reconhecida e dotada de personalidade jurídica canónica na Diocese de Bragança-Miranda.

A fundação do mosteiro foi aprovada com muita alegria e comoção no dia 21 de setembro de 2017, durante o Capítulo Geral da OCSO em Assis, Itália.

O projeto do Mosteiro, liderado pelo Arq. Pedro Salinas Calado, encontra-se em fase de estágio inicial, tendo sido presente às entidades competentes, no sentido de verificar a admissibilidade de várias determinantes projectuais, nomeadamente os usos, implantação, a extensão da área de ocupação, as cérceas, e as volumetrias do edificado.

O projeto que se pretende licenciar (em zona não urbanizada e afastado de vias de comunicação, de modo a salvaguardar o recolhimento das monjas) é um complexo edificado que tem uma extensa área de implantação (4 240 m2, para uma área total do lote de 273 596 m2).

A regra da ordem cisterciense de estrita observância, sendo uma ordem contemplativa de clausura, requer disposições arquitetónicas e funcionais peculiares.

Do ponto de vista dos usos, a regra do ora et labora, estipula fundamentalmente quatro tipos de espaços:

Espaços para oração: igreja de disposição particular e claustro;

Espaços para trabalho agrícola e de pecuária, confeção e venda de compotas, atividade artesanal e de tarefa de copista;

Espaços para estudo: Lectio Divina, salas de conferências, biblioteca, salas de aulas, etc.

Espaços residenciais: além das funções residenciais adstritas às monjas será criado um espaço de acolhimento a peregrinos, leigos e sacerdotes visitantes, familiares das monjas, e pessoas que procurem um período de retiro – o que na descrição do mosteiro, de acordo com a regra, corresponde à chamada “hospedaria” (que é uma simples casa de acolhimento programada para cerca de 30 pessoas).

 O “Mosteiro Trapista de Santa Maria, Mãe da Igreja” será construído em terrenos doados pela Paróquia de S. Miguel de Palaçoulo, em colaboração com 25 paroquianos e a Junta de Freguesia. O início da empreitada está previsto para 2018.

(Com Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais da Diocese Bragança-Miranda) 

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