O Adeus a D. António Francisco

| 2017-09-14

D. António Francisco dos Santos foi sepultado numa cripta na capela de São Vicente

Funeral D António Francisco dos Santos

 

Milhares de pessoas, entre as quais os Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, marcaram presença no, último adeus, a D. António Francisco dos Santos, Bispo do Porto, que faleceu na segunda feira de manhã, vitima de ataque cardíaco, na Casa Episcopal. Um último adeus assinalado com palmas, no momento do rito da última encomendação, na liturgia exequial.

A cerimónia realizou-se no Terreiro da Sé, com a Missa presidida por D. Manuel Clemente, Cardeal-Patriarca de Lisboa e pode ser acompanhada pelos milhares de pessoas, através de ecrãs gigantes.

D. Manuel Clemente que também é o presidente da Comissão Episcopal Portuguesa dirigiu-se, à multidão, depois de a urna deixar a catedral para o rito da última encomendação, referindo que “A vida e o trabalho do senhor D. António Francisco foram para todos nós um grande sinal do que é ser Cristo no mundo, precisamente como pastor”.

E sublinhou uma das características de D. António que era a sua “preocupação por todos e cada um”. Adiantando “Demos graças a Deus por ter sido assim, tão convincente, tão próximo, tão generoso, na figura, na pessoa, no trabalho do senhor D. António Francisco dos Santos”.

D. António Francisco dos Santos foi sepultado numa cripta na capela de São Vicente, nos claustros da catedral portuense.

Na Homilia da Missa exequial, na Sé do Porto, o Presidente da CEP disse que a Diocese do Porto despede-se de um bispo “capacíssimo, sábio e bondoso e muito próximo e amigo de todos”.

D. Manuel Clemente lembrou que “Não lhe faltaram dificuldades, mas nenhuma lhe endureceu o espírito nem o trato. Sábio e bondoso, assim permaneceu e assim fica, como memória e como estímulo”. E recordou o momento em que D. António Francisco foi falar com Ele por estar hesitante em aceitar o cargo na diocese do Porto porque “Estava feliz e realizado em Aveiro, muito feliz e muito realizado, e tinha receio de não ser capaz. Foi capaz, capacíssimo e precisamente no essencial de ser um pastor próximo e amigo de todos”.

O Cardeal-Patriarca também expressou a sua “admiração pela grande figura eclesial e social” porque “viveu e verdadeiramente conviveu” com todos, “pois grande e marcante era a sua capacidade de estar com os outros e para os outros”.

D. António Francisco dos Santos foi “um grande pastor da Igreja, no sentido plenamente cristão de quem dá a vida pelas ovelhas. Assim a deu generosamente, quase sem descanso”, afirmou.

E ainda acrescentou “Fisicamente o coração pode parar. Espiritualmente, isto é realmente, continua connosco no coração de Deus. No coração de Cristo, o nosso bom Pastor”. Concluindo com um “Muito obrigado, caríssimo irmão e amigo”. 

(Com Agência Ecclesia)

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