Os passos do papa na Colômbia

| 2017-09-06

Encontro de oração pela reconciliação e visita à Cruz da Reconciliação marcam viagem

Papa Francisco

O Papa Francisco parte de Roma para Bogotá, esta manhã, pelas 11h00 e aterrará na área militar do aeroporto de Bogotá pelas 16h30 locais (22h30 em Lisboa), onde está prevista uma cerimónia de boas vindas.  Depois o Papa irá recolher-se, pois nos dias seguintes terá uma agenda muito subcarregada.

Segundo o programa divulgado pela Sala de Imprensa da Santa Sé, o Papa passará por Bogotá, Villavicencio, Medellín e Cartagena, onde terá encontros com as autoridades locais e dos diferentes setores da Igreja Católica do país.

Assim, amanhã, terá um encontro com as autoridades locais na Praça das Armas da Casa de Nariño, seguindo-se uma visita de cortesia ao Presidente da Colômbia, na mesma casa. Depois visita a catedral e de seguida irá reunir-se com o episcopado do país, no Palácio Cardinalício.

De tarde o Papa Francisco estará com a Comissão de Coordenação do Conselho Episcopal Latino-Americano e presidirá à Missa no parque Simón Bolívar.

Na sexta feira, 8 setembro, o Papa parte de Bogotá em direção a VIllavicencio, onde começará o dia com a celebração de uma Eucaristia na esplanada CATAMA. Uma missa de beatificação de D. Jesús Emilio Jaramillo Monsalve, bispo colombiano assassinado por guerrilheiros em outubro de 1989.

O bispo de Arauca foi torturado e morto por membros do ‘Exército da Libertação Nacional’ (ELN), da Colômbia, numa zona rural, onde se encontrava em ação missionária.

De tarde, o Santo Padre, participará no “Encontro de Oração para a Reconciliação Nacional” que terá lugar no parque “Las Malocas” e visitará a “Cruz da Reconciliação”, no Parque dos Fundadores, regressando depois à capital.

Os participantes, juntamente com o Papa, vão evocar o sofrimento das famílias e comunidades afetadas pelo conflito armado, “marcado pelo sangue e a dor de mais de 8 milhões de vítimas”, adianta o Missal oficial da visita apostólica.

Em causa estão “984 507 homicídios, 166 407 desaparecidos, 16 340 assassinatos seletivos, 1982 massacres, 35 092 sequestrados, 19 684 vítimas da violência sexual, 6421 casos de recrutamento forçado e 12 000 amputados”.

Francisco vai também beatificar o padre Pedro Maria Ramírez Ramos, diocesano, morto a 10 de abril de 1948 em Armero, na sequência da revolução do ‘9 de abril’, após o assassinato de Jorge Eliecer Gaitán, candidato à presidência da República.

No sábado, o Papa visitará Medellín, onde celebrará a Missa no aeroporto Enrique Olaya Herrera. Depois desloca-se para o Estádio La Macarena onde terá um encontro com sacerdotes, religiosas e religiosos, seminaristas e as suas famílias.

No domingo, 10 de setembro, será o último dia de Francisco na Colômbia e por isso desloca-se para Cartagena das Índias, onde benzerá a primeira pedra das casas que vão ser construídas para os sem-abrigo que são apoiados pela Fundação Talitha Qum. O Papa recitará a Oração do Angelus, após a qual visitará a Casa Santuário de São Pedro Claver.

De tarde presidirá à Missa, no Porto de Contecar que será o último ato de Francisco, antes da cerimónia de despedida que terá lugar no aeroporto de Cartagena.

Às 19h00 de domingo, o Papa partirá para Roma, onde chegaráa às 12h40 de segunda feira, dia 11 de setembro.

Esta viagem, para a qual, o Papa de apresenta como “Peregrino da paz e da Esperança” surge por convite do presidente da Colômbia, formalizado a 16 de dezembro de 2016.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel santos Calderón recebeu o Prémio Nobel da Paz.

 

 

 

 

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