Papa desafia católicos a viver a “regra de ouro” do Amor

| 2017-09-03

Não podemos fugir das nossas dificuldades

Papa Francisco

O Papa Francisco, na Oração do Angelus, deste domingo, desafiou os católicos a viver a “regra de ouro” do amor, perante uma Praça de São Pedro repleta de milhares de peregrinos.

O Santo Padre disse que “A regra de ouro que Deus inscreveu na natureza humana criada em Cristo é a regra de que só o amor dá sentido e felicidade à vida”. Deixando ainda o alerta para o perigo que é viver fechado em si próprio. E de seguida precisou: “Gastar os próprios talentos, as energias e o tempo apenas para se salvar, proteger e realizar a si mesmo conduz, na realidade, a perder-se, ou seja, a uma existência triste e estéril”.

Francisco falou da experiência dos primeiros discípulos de Jesus e da tentação que tinham de apresentar um “Cristo sem Cruz”, procurando fugir das dificuldades.

E recordando as palavras de Jesus aos discípulos: "Se alguém quer vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me" (v. 24), o Papa referiu que, até hoje, “temos a tentação de querer seguir Cristo, mas sem uma cruz”. Porém, Jesus lembra-nos que o seu caminho “é o caminho do amor, mas não há amor verdadeiro sem auro-sacrifício. Por isso somos chamados a não nos deixarmos absorver pela visão deste mundo, mas a ter sempre cada vez mais, a consciência da necessidade e do esforço para nós cristãos, de ir contra a corrente e em saída”.

E isto encaminha-nos para as palavras de Jesus que desafiam a nossa tendência de olharmos apenas para nós: "Quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por minha causa vai achá-la "(v. 25)”.

E é neste paradoxo que segundo o Papa Francisco está contida a “regra de ouro” que Deus inscreveu na natureza humana, criada em cristo: A regra de que só o amor dá sentido e alegria à vida”.

Portanto, na Celebração da Eucaristia “revivemos o mistério da cruz, nós não lembramos apenas este momento, nos fazemos o memorial do sacrifício redentor, em que o Filho de Deus se perde completamente, a ser recebido de volta pelo Pai, e assim descobrimos que estávamos perdidos, juntamente com todas as criaturas”, refere o Papa.

Assim cada vez que participamos da Santa Missa “o amor de cristo crucificado e ressuscitado comunica-se entre nós como alimento e bebida porque podemos segui-lo no caminho de cada dia, no serviço concreto dos outros”.

O Santo Padre ainda aludiu a Maria Santíssima que seguiu Jesus até ao Calvário e por isso diz-nos que também “ela pode ajudar-nos a não ter medo da cruz, mas uma cruz com jesus pregado nela porque isso significa sofrer a cruz por amor de Deus e dos Irmãos, pois os nossos sofrimentos, pela graça de cristo, é a ressurreição frutífera”.

Após a oração, o Papa Francisco agradeceu aos peregrinos que levaram ao Vaticano um cartaz com votos de “boa viagem”. Isto porque o Papa desloca-se à Colômbia de 6 a 11 de setembro. Uma visita centrada no tema da reconciliação, numa altura em que o país sul-americano está em processo de paz depois de mais de 50 anos de guerra civil. 

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