Papa diz que Deus precisa do homem e apela à Paz

| 2017-06-07

Deus nunca nos abandona e precisa de nós, diz o Papa

Papa Francisco (Foto: Vaticano)

O Papa Francisco, na audiência geral, desta quarta feira, voltou a destacar a paz e lançou o convite para que se faça, amanhã, dia 8 de junho, pelas 13h00, “Um minuto de silêncio pela Paz”. E desta forma assinalar-se uma iniciativa internacional que evocará o aniversário do encontro pela paz entre Shimon Peres, Mahmoud Abbas e o próprio Papa Francisco, no Vaticano, quando corria o dia 8 de junho do ano de 2014.

O Papa Francisco lembrou, aos fiéis, presentes na praça de São Pedro que, presentemente, há “muita necessidade de rezar pela paz”.

E, em jeito de catequese, referiu que Jesus ensinou-nos a Tratar “Deus por Pai, ou melhor por Papá (na língua dele: Abbá).” Para logo de seguida questionar: “Quem não recorda a oração que Ele nos ensinou: o Pai-Nosso? A paternidade de Deus é fonte da nossa esperança. Como vemos no Evangelho, Deus não consegue estar sem nós. Nunca estamos sozinhos.” E explica que até “Podemos viver afastados d’Ele, ou mesmo estar contra Ele; podemos até professarmo-nos como pessoas ‘sem Deus’. Mas Ele não pode estar sem nós”.

Deus de Misericórdia

E para que não haja dúvidas, o santo padre, avança na sua catequese lembrando a parábola do Pai misericordioso. E avança que aquele pai não sentiu a necessidade de “aplicar critérios de Justiça humana” , mas acima de tudo sentiu a necessidade de “perdoar e de abraçar o filho e fazê-lo perceber com esse abraço, que sempre sentiu a sua falta, e que sofreu pela ausência do seu amor”.

E voltando, à atualidade, afirma que “Deus é Pai” tal qual Jesus ensinou, mas “não à nossa maneira humana, pois nenhum pai, deste mundo, reagiria desta forma, perante semelhante situação”. Assim sendo, Francisco lembra que “Deus sente a nossa falta e que Ele nunca será um Deus sem o Homem” e remata que esta é “nossa esperança que encontramos espelhada em todas as invocações do Pai-Nosso” e mostra-nos que “quando precisamos de ajuda, Jesus nunca nos diz para nos fecharmos em nós mesmos, mas ensina-nos a elevar ao Pai do Céu, uma súplica confiante.”

“Todas as nossas necessidades, desde as mais evidentes e diárias como a alimentação, a saúde, o trabalho, até à necessidade de sermos perdoados e sustentados contra as tentações, não são uma prova de que estamos abandonados e sozinhos, mas há um Pai amoroso nos Céus que sempre olha por nós e nunca nos abandona”, rematou.

Silêncio pela Paz

E voltando ao convite de “Um minuto de silêncio pela Paz” explicou que a proposta é que todos deixem de lado os seus afazeres para rezar um minuto, segundo a própria tradição religiosa, de forma individual ou em grupo.

Esta iniciativa nasceu no seio do Fórum Internacional da Ação Católica e da União Mundial de Organizações Femininas Católicas, a que se juntaram movimentos da Itália e da Argentina. Em 2014, nos Jardins do Vaticano, o Papa Francisco recordou que, para fazer a paz, é preciso coragem, mais do que para fazer a guerra. Ou seja é preciso coragem para dizer sim ao diálogo e não à violência”.

Terminou com uma saudação especial para os peregrinos brasileiros recordando-lhe que “A ressurreição de Cristo abriu-nos a estrada para além da morte; e assim temos a estrada desimpedida até ao Céu. Que nada vos impeça de viver e crescer na amizade do Pai celeste, e testemunhar a todos a sua infinita bondade e misericórdia! Sobre vós e vossas famílias, desça abundante a sua Bênção”.

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