Papa diz que “Jesus não descarta ninguém, não despreza”

| 2017-10-01

O Papa também presidiu a um “almoço de solidariedade” para pobres

Foto: Osservatore Romano

O Papa Francisco está em Bolonha e na oração do Angelus referiu que “Jesus não descarta ninguém, não despreza” deixando claro que a Igreja quer os pobres no centro das atenções.

O Santo Padre refletiu sobre a Oração do Pai Nosso e destacou a frase “o pão nosso de cada dia” para dizer que isto implica a superação de “qualquer forma de egoísmo”. E ainda explicou que “Jesus exprime e recolhe a voz de quem sofre pela precariedade da existência e pela falta do necessário”.

Francisco também aludiu ao facto de, no sábado, em Bratislava, na Eslováquia, ter sido beatificado o padre salesiano, Titus Zeman, que se junta a outros mártires do século XX. Titus morreu em 1969 depois de ter estado na prisão, por um longo período de tempo, devido à sua fé e aos seu serviço pastoral.

O Papa salientou que o “seu testemunho apoia-nos nos momentos mais difíceis da vida e ajuda-nos a reconhecer, a presença do Senhor”

O Santo Padre ainda destacou o facto de este domingo realçar a Palavra de Deus, na memória de São Jerónimo, o grande mestre da Sagrada Escritura. Para de seguida deixar o agradecimento “a Deus pelo dom da sua Palavra” que nos deve levar ao compromisso de “lermos e meditarmos a Bíblia, e em especial, o Evangelho”.

O Papa também presidiu a um “almoço de solidariedade” para pobres, refugiados e presos, na Basílica de São Petrónio, após ter recordado esta manhã o drama do desemprego.

Antes da refeição, o Papa saudou os cerca de mil participantes no almoço, afirmando que a Igreja quer os mais pobres “no centro”.

Os participantes recebem, como presente do Papa, um exemplar dos Evangelhos, como “selo pessoal de amizade com Deus”.

Anteriormente o Papa tinha reunido com empresários, sindicalistas, membros de cooperativas e pessoas desempregadas, na Praça Maior de Bolonha.

Francisco falou da falta de trabalho como uma “situação difícil, por vezes angustiante”, um desafio que exige respostas duradouras, “não de esmolas”.

“Não se oferece uma verdadeira ajuda aos pobres sem que eles possam encontram trabalho e dignidade”, sustentou.

A intervenção alertou para a crise “ética, espiritual e humana” que está na base da crise económica com dimensão “europeia e global”.

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