Papa diz que os Santos não são “modelos perfeitos”

| 2017-11-02

Para Francisco as “Bem-Aventuranças” não implicam “gestos extraordinários”.

O Papa Francisco, na Oração do Angelus, que fez na quarta-feira, 1 de novembro, Dia de Todos os Santos, referiu que os Santos “não são modelos perfeitos”, mas “são pessoas tocadas por Deus”.

Perante milhares de fiéis que marcaram presença na Praça de São Pedro, no Vaticano, Francisco disse que "Podemos compará-los com os vitrais das igrejas, que fazem entrar a luz em diferentes tonalidades de cor. Os santos são nossos irmãos e irmãs que acolheram a luz de Deus no seu coração e a transmitiram ao mundo, cada um segundo a própria ‘tonalidade'. Mas todos foram transparentes, lutaram para retirar as manchas e as obscuridades do pecado, de modo que a luz de Deus pudesse passar. Este é também o objetivo da vida para nós. "

O Santo Padre explicou que “a felicidade não está em ter ou tornar-se alguém, porque a verdadeira felicidade é estar com o Senhor e viver por amor”. E recorda que os “ingredientes” para a vida feliz são as “bem-aventuranças” ou seja, “são os simples, os humildes que dão lugar a Deus, que sabem chorar pelos outros e pelos próprios erros, que permanecem mansos, que lutam pela justiça, que são misericordiosos com todos, que trabalham pela paz, que não odeiam, mesmo quando sofrem e que respondem sempre ao mal, com o bem”.

Para Francisco as “Bem-Aventuranças” não implicam “gestos extraordinários, não são para super-homens, mas para quem vive as provações e as fadigas de todos os dias”.

O Santo Padre reforça a ideia de que “Os Santos são assim: respiram como todos o r poluído que há no mundo, mas no caminho jamais perdem de vista o percurso de Jesus, indicado nas Bem-Aventuranças, que são como o mapa da vida cristã”.

O Papa também realçou a festividade do Dia de Todos os Santos dando conta que “é uma festa de família, de muitas pessoas simples e escondidas que, na realidade, ajudam Deus a levar avante o mundo. E quantas pessoas assim existem hoje! " .

O Sumo Pontífice também refletiu sobre os bem-aventurados “pobres em espírito” e dos "mortos que morreram no Senhor".

E salientou que "Pobres em espírito" significa que “não se vive pelo sucesso, pelo poder e o dinheiro”, mas são bem-aventurados os que acreditam que o “Senhor é o tesouro da vida”.

"Os que morreram no Senhor", é um convite a recordar com gratidão os nossos mortos queridos e a rezar por eles, como nos convida a fazer a festa de Finados.

Por fim, o Papa invocou a Santíssima Virgem: "Que a Mãe de Deus, Rainha dos Santos e Porta dos Céus, interceda pelo nosso caminho de santidade e pelos nossos caros que nos precederam e já partiram para Pátria celeste".

 

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