Papa diz que “Universidade torna-se um laboratório para o futuro do país”

| 2018-01-18

A Pontifícia Universidade Católica do Chile, criada em 1888

O Papa Francisco visitou a Pontifícia Universidade Católica no Chile e disse que a “universidade torna-se um laboratório para o futuro”, mas para isso o ensino tem que se afirmar como pólo de educação para a “convivência”, diante da atual cultura de “fragmentação”.

Francisco reforçou a ideia de que isto só acontecerá se o “ensino universitário for de qualidade e de excelência e sempre colocado ao serviço da convivência nacional”.

O Papa argentino deixou claro que é essencial uma educação que “ensine a pensar e a integrar”, e esteja empenhada numa “alfabetização integral”, que compreenda “a cabeça, os afetos, as mãos”, ou seja, que resulte em ações que impeçam que “a fragmentação seja a condição dominante”, perante os desafios atuais do Chile, e do mundo.

“Para isso é necessário ensinar a pensar o que se sente e o que se faz, a sentir o que se pensa e faz, a fazer o que se pensa e o que se sente, num dinamismo ao serviço da pessoa e da sociedade”, acrescentou.

Ao corpo diretivo, aos alunos e aos professores da Pontifícia Universidade Católica do Chile, Francisco lembrou ainda que “a comunidade educativa guarda em si mesma um número infinito de potencialidades e de possibilidades”.

“Hoje, a missão que têm nas vossas mãos é profética. Sois chamados a gerar processos que iluminem a cultura atual, propondo um humanismo renovado, que evite cair em qualquer tipo de retrocesso. E esta profecia deve impelir-nos a buscar espaços mais de diálogo do que de conflito, mais de encontro do que divisão. Caminhos de uma discrepância amigável, porque divergem com respeito, entre pessoas que caminham lealmente em busca do progresso da comunidade”, completou o Papa.

A Pontifícia Universidade Católica do Chile, criada em 1888, é considerada uma das melhores instituições educativas da América do Sul, contando atualmente com cerca de 25 mil alunos.

(Com Agência Ecclesia)

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