Papa encontra-se com líderes religiosos coreanos

| 2017-09-03

O diálogo inter-religioso é um desafio para o bem comum

Papa recebe líderes religiosos coreanos

O Papa Francisco recebeu, ontem, 20 membros do Conselho dos líderes religiosos coreanos que estavam de visita ao Vaticano.  

No seu discurso o Papa manifestou a sua alegria em poder encontrá-los, principalmente, porque percorreram uma grande distância para realizarem a sua peregrinação inter-religiosa, a Roma.

Aos líderes religiosos coreanos, o Santo Padre recordou as palavras que lhes dirigiu, em Seul, quando da sua visita ao país:

“A vida é um caminho, um caminho longo, mas é um caminho que não pode ser percorrido sozinhos. É preciso caminhar com os irmãos na presença de Deus”. Eis, que hoje, aqui, se realiza uma parte do caminho que percorremos juntos”.

O Papa Francisco recordou que, desde o Concílio Vaticano II, que a Igreja não se canse de percorrer, caminhos, por vezes difíceis, para atingir a unidade, e promover o diálogo entre os seguidores de outras religiões.

E adiantou: “O diálogo inter-religioso, composto de contatos, encontros e colaboração, é uma tarefa preciosa e agradável a Deus; é um desafio que deve ser enfrentado pelo bem comum e pela paz. O diálogo do qual precisamos deve ser aberto e respeitoso, para ser frutuoso”.

O diálogo inter-religioso

Francisco salientou que o diálogo deve ser aberto, cordial e sincero entre aqueles que querem caminhar juntos. E justificou dizendo que “De facto, é respeitando o direito à vida, a integridade física e as liberdades fundamentais – como o direito de consciência, de religião, de pensamento e expressão - que podem ser colocados os alicerces para a construção da paz, para a qual cada um de nós é chamado a rezar e a agir”.

Francisco foi pragmático ao acrescentar que “temos diante de nós um caminho muito longo, que tem que ser percorrido com humildade e consistência, sem levantar a voz, mas arregaçando as mangas para semear a esperança num futuro, onde o homem possa ser mais humano e onde possamos ouvir o grito daqueles que repudiam a guerra e imploram mais harmonia”.

Portanto o Santo Padre ainda advertiu: “O mundo olha para nós e exorta-nos a colaborar entre nós; o mundo exige de nós respostas e compromissos concretos sobre vários temas: a dignidade sagrada da pessoa, a fome e a pobreza; a rejeição da violência, sobretudo, aquela que se comete em nome de Deus; a profanação da religiosidade humana; a corrupção que fomenta injustiças; a degradação moral; a crise familiar, econômica, ecológica”. Por tudo isto, concluiu o Papa os “líderes religiosos são convidados a promover, favorecer e acompanhar os processos benéficos de reconciliação. Somos chamados a ser pregoeiros de paz, não de modo violento, mas com palavras convincentes que se opõem ao medo e à retórica do ódio”. 

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