Papa exalta aqueles que são capazes de sujar as mãos para que outros alcancem a Paz.

| 2018-01-16

Querem Paz? então trabalhem para ela

Papachile

O Papa Francisco no segundo dia de visita ao Chile celebrou a Eucaristia no Parque O’Higgins, em Santiago para milhares de pessoas. Uma missa pela paz e pela Justiça, onde o Papa argentino exortou o povo chileno a prosseguir no seu caminho de consolidação de democrática e de uma sociedade mais justa.

Na homilia baseada nas Bem-Aventuranças, o Papa lembrou que é preciso “lutar por este novo Chile” e realçou: “como é perito o coração chileno na reconstrução e no lançar de novos horizontes”.

Numa homilia baseada na passagem bíblica das Bem-aventuranças, o Papa argentino frisou que a mudança “não se constrói com uma atitude passiva”, ou de quem é apenas “expetador”.

Tal como Cristo quis através da sua palavra “extirpar a imobilidade paralisadora de quem pensa que as coisas não podem mudar”, ou que apenas fica pelo “conformismo”, também a sociedade atual, e neste caso a nação chilena, é chamada a ser hoje “artífice de paz”.

No meio da realidade muitas vezes “sofrida” do Chile, de um contexto feito de vários “rostos”, de “diversidade”, buscar a “proximidade” entre as pessoas, privilegiar “a vizinhança perante quem se encontra em dificuldade”, de quem “não foi tratado como um digno filho desta terra”.

“Felizes aqueles que são capazes de sujar as mãos e trabalhar para que outros vivam em paz. Querem a paz? Trabalhem pela paz!”, considerou Francisco, que lembrou algumas das reflexões deixadas por Santo Alberto Hurtado (1901 – 1952), padroeiro do Chile, que se destacou precisamente pelo seu empenho junto dos mais desfavorecidos.

“Está muito bem não fazer o mal, mas está muito mal não fazer o bem”, citou o Papa.

Durante a Missa festiva ao ar livre, no Parque O’Higgins, que deve o seu nome àquele que é considerado um dos pais fundadores do Chile, Bernardo O’Higgins, Francisco protagonizou outro gesto especial.

 

Coroou uma imagem de Nossa Senhora do Carmo, outra padroeira da nação chilena, à semelhança de Santo Alberto Hurtado, que foi canonizado pelo Papa Bento XVI em 2005.

Hoje, ao final da tarde, a partir das 19h00 (hora portuguesa), o Papa argentino prossegue a sua visita apostólica ao Chile com uma deslocação ao Estabelecimento Prisional Feminino de Santiago, onde estará com cerca de 400 reclusas.

Para a noite estão reservados encontros com representantes da Igreja Católica do Chile.

À partir das 20h15, o Papa estará com cerca de dois mil sacerdotes, religiosos, religiosas, consagrados e seminaristas, na Catedral de Santiago, e depois com os bispos, na sacristia da Catedral.

Francisco terminará o seu dia com uma visita privada ao Santuário de São Alberto Hurtado, um sacerdote jesuíta chileno que se destacou ao serviço dos mais pobres e na divulgação da Doutrina Social da Igreja, canonizado pelo Papa Bento XVI em 2005.

O Papa argentino estará ainda no final desta terça-feira num encontro também mais reservado, com os sacerdotes da Companhia de Jesus.

A 22ª viagem internacional do pontificado do Papa Francisco, neste caso à América do Sul, primeiro ao Chile e depois ao Peru, decorre até domingo, com passagens por seis cidades chilenas e peruanas, num percurso total de mais de 30 mil quilómetros.

O Chile recebe um Papa mais de 30 anos depois da visita de São João Paulo II, em 1987.

(Agência Ecclesia/JCP) 

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