Papa fala com universitários japoneses

| 2017-12-20

Os idosos são importantes para as nossas raízes

Foto: Vatican News

O Papa Francisco participou num vídeo-conferência com jovens estudantes da Universidade Católica Sofia, de Tóquio.

O Papa estava na Biblioteca do Palácio Apostólico, no Vaticano, enquanto os universitários estavam na Universidade Católica Sofia, de Tóquio.

Uma conversa baseada em oito questões que foram colocadas pelos alunos. Os sentimentos do Papa depois de ser eleito, a forma de vencer a pobreza e como devemos cuidar melhor do ambiente foram os temas mais focados.

“Qual foi a sua maior alegria depois de ter sido eleito Papa?” foi uma das questões colocadas à qual Francisco respondeu: “Não é só uma. Eu tenho muitas alegrias. Sobretudo fico muito contente quando posso conversar com as pessoas, quando posso saudá-las, de modo especial as crianças, os anciãos e os doentes”.

Os estudantes ainda questionaram: “Qual o principal objetivo dos estudos universitários?” e o Papa deu uma resposta “clara e amável” pois mostrou que “compreendia os anseios e preocupações dos jovens”. E disse-lhes que apedar disso não podem “concentrar todas as suas atenções no benefício da carreira”.

Deixando claro que “a educação que não procura servir aos outros é uma educação que caminha em direção à falência” ou seja, “é uma educação que não evolui, que olha para si mesma e isto é perigoso, alertou o Papa.

De seguida lembrou aos jovens que o lema da universidade que frequentam é “a educação para os outros, uma universidade para os outros, uma universidade de serviço. E esta é uma grande riqueza”, reforça.

Outra questão colocada foi: “Quais são as maiores preocupações e esperanças para os jovens de hoje?” e o Santo Padre disse que a sua maior preocupação é “quando o jovem perde as suas raízes e a sua memória porque um jovem sem raízes não consegue desenvolver-se”.

Porém, deixou uma solução para os seus interlocutores, encorajando-os a dialogar com os mais idosos porque eles são sempre a sabedoria das nossas raízes.

No final da conversa, Francisco falou da imagem que tem do Japão: um "povo com ideais, com uma profunda capacidade religiosa, um povo trabalhador, um povo que sofreu muito"; um país que enfrenta alguns problemas, como "a excessiva concorrência, a competividade e o consumo".

Francisco procurou demonstrar seu amor pelo povo do país do Sol Nascente, informou que já foi convidado oficialmente para ir ao Japão, mas que não saberia quando seria possível atender a este convite por causa da agenda já repleta de compromissos anteriores. 

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