Papa fala da morte e do paraíso

| 2017-10-25

No Paraíso descobrimos o Amor infinito de Deus

Papa Francisco

O Papa Francisco, esta quarta feira, encerrou o seu ciclo de catequeses sobre a Esperança que começou em dezembro de 2016.

O Papa refletiu sobre a morte e o paraíso, onde só o amor permanece. Adiantando que “Nesse momento [da morte], finalmente, não teremos necessidade de nada mais, deixaremos de ver de maneira confusa; já não choraremos inutilmente, porque tudo passou, também a profecia, também o conhecimento. Mas o amor não, esse permanece, porque a caridade nunca terá fim”, declarou, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro.

Tendo por base a passagem bíblica da crucificação de Jesus e do “bom ladrão” que lhe manifesta o seu arrependimento, o Santo Padre avança que “Não existe nenhuma pessoa, por muito má que tenha sido a sua vida, a que Deus negue a sua graça, se ela se arrepender. Perante Deus, encontramo-nos todos com as mãos vazias, mas esperando na sua misericórdia”. E garantiu que “Não há pessoa, por pior que tenha vivido, a quem reste apenas o desespero e seja proibida a graça”.

Contudo, o Sumo Pontífice também falou do paraíso como o lugar do  “abraço com Deus, Amor infinito”, e não como uma “lugar de fábula, muito menos um jardim encantado”. Deixando claro que “É esta a meta da nossa existência: que tudo se cumpra e seja transformado em amor”.

Francisco recordou, aos milhares de pessoas presentes na Praça de São pedro, que Jesus prometeu o paraíso - na única vez que esta palavra aparece nos Evangelhos – a um “pobre diabo”, um dos ladrões crucificados ao seu lado, quando este proferiu uma palavra de “arrependimento humilde” e soube tocar o “coração” de Cristo.

E acrescentou que “A morte deixa de assustar-nos, podemos esperar partir deste mundo de forma serena, com muita confiança”.

A terminar deixou uma mensagem para os peregrinos de língua portuguesa: “Queridos amigos, a fé na vida eterna nos leva a não ter medo dos desafios desta vida presente, fortalecidos pela esperança na vitória de Cristo sobre a morte. Que Deus vos abençoe”. Além disso recomendou aos católicos que rezem o Terço.

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