Papa Francisco aponta “silêncio cúmplice” na perseguição a cristãos

| 2017-06-29

Entregues 36 Pálios, insígnias litúrgicas envergadas pelos Arcebispos

Vaticano (Foto:Lusa)

Neste dia em que se assinala a Solenidade de São Pedro e São Paulo, no Vaticano, o Papa Francisco, na sua intervenção denunciou o “silêncio” dos responsáveis internacionais perante casos de perseguição e discriminação dos cristãos. Uma cerimónia marcada pela entrega de pálios a 36 arcebispos, incluindo cinco do Brasil e um de Moçambique.

Tendo por base a liturgia de hoje que oferece, segundo o Papa, três palavras-Chave para a vida do apóstolo: Confissão, Perseguição e Oração avançou que são visíveis, nos dias de hoje, devido a estas perseguições sobre os cristãos, “em várias partes do mundo, às vezes num clima de silêncio e muitas vezes silêncio cúmplice, que permite que muitos cristãos sejam marginalizados, caluniados, discriminados. Sejam o objeto de violência fatal, muitas vezes sem o compromisso necessário daqueles que poderiam impor seus direitos sagrados.”.

Fidelidade a Cristo

Por isso, o Papa Francisco disse que gostaria de “enfatizar” a postura do Apóstolo Paulo: que foi “um fiel discípulo, que seguiu o Mestre oferecendo também a vida dele. Sem a cruz não há Cristo, mas sem a cruz não há cristão.

O Papa lembra que é uma “virtude do cristão ser bom e ter capacidade de suportar os males. Tal qual Jesus suportava o mal e carregava a cruz por nós”.

O Santo Padre lembra que com São Pedro renovamos hoje o “nosso modo de vida como discípulos e apóstolos” e por isso desfiou, cada um, a interrogar-se: “Somos cristãos de sala de estar?” E acrescenta daqueles que “conversão sobre as coisas do mundo e da igreja”, mas que se mantém resilientes perante os factos”. Por isso voltou a desafiar os presentes para “confessarem a sua fé, de forma decidida” e assumirem posições.

A força da oração

Quanto à oração o Papa apresentou-a como sendo “uma força que une e sustenta, o remédio contra o isolamento e a autossuficiência que levam à morte espiritual”. E recordou que a “oração faz-nos sentir amados e permite-nos amar”, porque a “Igreja é a oração que nos sustenta e nos faz passar os testes”.

O Sumo Pontífice adianta que “é muito urgente que a Igreja tenha professores de oração, mas também, e antes de mais, homens e mulheres de oração viva”. Para de seguida dizer que “O Senhor intervém quando oramos porque Ele é fiel ao amor que temos confessado e está perto de Nós nos ensaios porque acompanha a viagem dos seus apóstolos.” E garantiu aos Cardeais e Arcebispos presentes que “Ele estará sempre junto de vós que receberam o pálio que vos confirma na vida, pelo rebanho, imitando o Bom Pastor. O mesmo Senhor que deseja ardentemente ver todo o seu rebanho reunido, abençoar e guardar o Patriarca Ecumênico, o irmão amado Bartolomeo, e a delegação que ele enviou aqui como um sinal de comunhão apostólica”.

A celebração dos padroeiros da cidade de Roma contou com uma delegação do Patriarcado Ecuménico de Constantinopla (Igreja Ortodoxa), presidida pelo arcebispo Job, de Telmessos.

 

 

 

 

 

             

                           

 

              

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