Papa Francisco está em Mianmar

| 2017-11-27

A viagem só termina a 2 dezembro

Papa Francisco chega a Mianmar

O Papa Francisco já está em Mianmar. Após mais dez horas de voo Francisco foi recebido, no aeroporto internacional da Capital da antiga Birmânia, por um ministro delegado do presidente, juntamente com todos os bispos da Conferência Episcopal. E ainda por várias crianças das paróquias da cidade de arredores que entregaram flores ao Santo Padre.

O Papa vai ficar alojado no Paço Arquie – piscopal, pois no país não existe uma Nunciatura Apostólica - as relações diplomáticas com a Santa Sé só foram estabelecidas há alguns meses.

O Sumo Pontífice encontrou-se, em privado, com o comandante do Exército, general Min Aung Hlaing, em Rangum. No final o Papa ofereceu uma medalha da viagem e o general retribuiu a gentileza com a oferta de uma harpa em forma de barco e uma tijela decorada.

Depois o Papa seguiu para o local de repouso, em carro fechado, mas acenou aos milhares de pessoas que se encontravam, em oito locais organizados, onde foram entoados cânticos e acenadas bandeiras.

No tradicional telegrama enviado ao presidente da Itália, ao deixar o país, o Papa referiu que partia como “peregrino da paz, para encorajar as pequenas mas fervorosas comunidade católicas e encontrar-se com os crentes de várias religiões”.

Ao longo do voo foram enviadas mensagens aos chefes de Estado da Croácia, Bósnia-Herzegovina, Montenegro, Sérvia, Bulgária, Turquia, Geórgia, Azerbaijão, Turquemenistão, Afeganistão, Paquistão e Índia, à medida que estas nações eram sobrevoadas.

A cerimónia oficial de boas-vindas está marcada para terça-feira, no palácio presidencial, em Nay Pyi Taw.

A viagem a Mianmar só termina a 2 de dezembro e o Papa Francisco é o primeiro a visitar a antiga Birmânia, país de maioria budista, e o segundo no vizinho Bangladesh, de maioria muçulmana.

Os dois países estão no centro de uma crise humana por causa da fuga da minoria rohingya.

 

Neste regresso à Ásia, quase três anos depois, o Papa vai percorrer mais de 17 mil quilómetros, numa agenda que inclui encontros com a Prémio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, chefe do Governo; responsáveis políticos, líderes católicos e com o Conselho Supremo dos Monges Budistas de Mianmar.

No Bangladesh, o Papa Francisco vai visitar o memorial nacional aos mártires de Savar, falando a autoridades políticas e religiosas.

Um "pequeno grupo" de refugiados rohingya vai estar presente num encontro inter-religioso pela paz na capital de Bangladesh, Daca, na tarde de 1 de dezembro, adiantou o porta-voz do Vaticano.

O programa inclui um momento inter-religioso de oração pela paz.

(Com Agência Ecclesia)

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