Papa Francisco estimula “Cultura da ternura”

| 2017-04-27

No seu discurso no TED Talks o Papa lembra que "olhar para amanhã" convida a "abrir o diálogo hoje"

O Papa Francisco participou de surpresa no TED Talks de Vancouver, no Canadá e estimulou a “cultura da ternura” e desejou que o crescimento da inovação cientifica e tecnológica aconteça com “mais igualdade e inclusão social”.

Sua Santidade lembrou, na vídeo-mensagem, divulgada na terça-feira, que “O futuro da humanidade não está exclusivamente nas mãos dos políticos, dos grandes líderes, das grandes empresas. Eles têm uma enorme responsabilidade mas o futuro está, acima de tudo, nas mãos daqueles que reconhecem o outro como um 'tu'”.

O Papa Francisco ainda reforçou a ideia de que o futuro é feito de encontros e que a “vida flui através das relações com os outros e é sua convicção que a existência de cada um está profundamente ligada à dos outros porque a vida não é apenas o tempo passando, a vida é sobre interações”.

O TED Talks tem como tema base “The future you”, o que agradou a Francisco que considera que “olhar para amanhã convida a abrir um diálogo hoje”. Para logo de seguida referir que “Muitos, hoje, parecem acreditar que um futuro feliz é algo impossível de alcançar. Tais preocupações devem ser levadas muito a sério, mas não são invencíveis” porque isso pode-se superar quando não se fecha a “porta para o mundo exterior”.

Na mesma mensagem ainda adiantou que “A felicidade só pode ser descoberta como um dom de harmonia entre o todo e cada componente. Mesmo a ciência aponta para uma compreensão da realidade como um lugar onde cada elemento se conecta e interage com tudo o mais”. E avançou que seria “maravilhoso que o crescimento da inovação cientifica e tecnológica se fizesse com mais igualdade e inclusão social”.

No seu discurso o Papa também deixou claro que só quando “se educar as pessoas para uma verdadeira solidariedade é que será superada a cultura do desperdício”. E sublinhando que não se refere apenas ao desperdício alimentar e de bens mas “de pessoas que são deixadas de lado pelos sistemas técnico-económicos”.

Em relação à “revolução da ternura” alertou os cristãos que “esperança” é o nome do futuro. E esclareceu que “Sentir-se esperançoso não significa ser otimistamente ingénuo e ignorar a tragédia que a humanidade enfrenta, mas é a virtude de um coração que não se prende à escuridão, que não se detém no passado, que simplesmente não passa no presente, mas é capaz de ver um amanhã”, apelando a que também se ouça o “grito silencioso” da casa comum “doente e poluída”.

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