Papa reafirma luta contra abusos sexuais de menores

| 2018-01-24

O Papa também falou da importância da Paz e alertou para uma III Guerra Mundial “aos bocadinhos”.

O Papa Francisco reafirmou, hoje, perante milhares de fiéis, na Praça de São Pedro, o seu compromisso de lutar contra os abusos sexuais de menores.

Na audiência da quarta-feira referiu que “Confirmei os meus irmãos na recusa de qualquer cedência aos abusos sexuais de menores e, ao mesmo tempo, na confiança em Deus que, através desta dura provação, purifica e renova os seus ministros”.

Francisco referia-se, em particular, ao encontro com os membros do clero e institutos religiosos no Chile, evocando “algumas feridas que afligem a Igreja” nessa nação.

O pontífice não escondeu que a sua passagem pelo país sul-americano ficou marcada por “algumas manifestações de protesto, por diversos motivos”, também ligadas à gestão de casos de abusos sexuais por parte da Igreja Católica local. Segundo o Papa, os conflitos devem ser resolvidos “com o diálogo”.

O Papa também falou da importância da Paz e alertou para uma III Guerra Mundial “aos bocadinhos”. E por isso apelou: “Por favor, rezemos pela paz”.

O Santo Padre apontou como caminho para a paz e a consolidação da democracia, a escuta dos pobres, dos mais desfavorecidos e da própria terra.

Neste contexto, a intervenção recordou o encontro com os povos da Amazónia em Puerto Maldonado (Peru), iniciando o percurso para o Sínodo Pan-Amazónico convocado para 2019.

“Juntos, dissemos ‘não’ à colonização económica e ideológica”, realçou o Papa.

Passando em revista as várias etapas da viagem de 15 a 21 de janeiro, por seis cidades do Chile e Peru, Francisco retomou os seus alertas contra a corrupção.

“Também aqui. É mais perigosa do que a gripe, não é?”, disse aos peregrinos reunidos no Vaticano.

“A corrupção destrói os corações. Por favor, não à corrupção”, acrescentou.

O Papa destacou, entre os vários momentos vividos na América Latina, um “gesto importante”, a visita ao Estabelecimento Prisional feminino em Santiago do Chile.

“Não podemos pensar nenhuma prisão sem a dimensão da reinserção”, defendeu, considerando que sem uma perspetiva de esperança, a cadeia se transforma numa “tortura infinita”.

Francisco percorreu a Praça de São Pedro em papamóvel, saudando várias crianças; por causa do frio, alguns menores acompanharam a audiência pública desde o auditório Paulo VI.

Nas tradicionais saudações aos vários grupos presentes, o Papa dirigiu-se aos peregrinos de língua portuguesa.

“Sejamos fortes na fé em Jesus Cristo, que nos convida a abrir os nossos corações aos irmãos e irmãs necessitados. Assim nos convertemos em verdadeiros promotores da paz. Deus vos abençoe. Obrigado pelas vossas orações”, disse.

(Com Agência Ecclesia)

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