Sacerdote agredido por autoridades policiais no Congo

| 2018-02-05

Nas manifestações de 21 de Janeiro morreram pelo menos 6 pessoas

Na República Democrática do Congo, um sacerdote foi agredido e detido pelas autoridades policiais. A denúncia partiu de uma religiosa da Paróquia de Saint Robert, localizada em N’Sele, um bairro nos subúrbios da capital, Kinshasa.

Em declarações, à Agência de Notícias France Press a religiosa contou que  “o Padre Sébastian foi sequestrado depois da missa matinal” de sábado, dia 3 de Fevereiro, “pela polícia”.

Segundo a Vatican News, trata-se do “Padre Sebastien Yebo” religioso passionista e pároco da Igreja de St. Robert desde Agosto de 2017.

Na descrição desta religiosa, quando o Padre Sebastian Yebo abandonava o edifício da igreja “chegou um veículo da polícia, de onde saíram vários agentes que começaram a bater” no sacerdote. Depois, os agentes da autoridade “obrigaram-no a entrar no jipe e levaram-no com eles”, afirma a religiosa que presenciou a agressão.

Este incidente ocorre num momento de particular tensão entre o governo e a Igreja, por causa das manifestações realizadas no último dia do ano passado e a 21 de Janeiro, contra a permanência no poder do presidente Joseph Kabila.

Essas manifestações foram fortemente reprimidas pelas autoridades, provocando pelo menos 15 mortos segundo dados revelados entretanto pelas Nações Unidas.

Nas manifestações de 21 de Janeiro morreram pelo menos 6 pessoas, uma das quais foi morta a tiro quando se encontrava numa igreja na capital, Kinshasa. O caso, denunciado então pela Fundação AIS, foi relatado por um antigo ministro do governo da República Democrática do Congo.

Estas manifestações têm como ponto principal a exigência de eleições livres e o fim da liderança do país por Joseph Kabila, cujo mandato presidencial expirou, recorde-se, em 20 de Dezembro de 2016.

(Departamento de Informação da Fundação AIS)

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