Educação cristã reflete “A Alegria do Encontro com Jesus Cristo”

| 2017-10-19

Neste documento o “Amor” surge como proposta que diferencia a aação católica.

A Ceia de Emaús

“A Alegria do Encontro com Jesus Cristo” é o tema da Nota Pastoral que estará em reflexão, na Semana Nacional da Educação Cristã que decorrerá, em Fátima, de 29 de outubro a 5 de novembro, e que foi publicada na noite de quarta feira, pela Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé.

Neste documento o “Amor” surge como proposta que diferencia a aação católica.

E por isso a Comissão, na nota enviada à Angelus TV, refere que “A essência da lei, o segredo da vida, está no total e incondicional amor a Deus, como condição e medida para o igualmente indispensável amor ao próximo. Amemos assim, e veremos o que será de nós”.

Ao longo do texto é nos recordado que Jesus nunca deixou de amar a humanidade e que sempre sofreu e lutou por ela. Tanto que deu a sua vida na Cruz. E por isso questionam “Quem não se deixa fascinar e atrair por alguém que deu a vida por todos nós?” E acrescentam que este “fascínio” que Jesus continua a exercer sobre as novas gerações pode ajudar a abrir caminho “para a mesma vitória, numa vida sem fim!”. Tal qual nos diz S. Paulo como “palavra digna de Fé: Se com Ele morremos, também com Ele viveremos”.

Os responsáveis Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé também salientam a importância da Leitura da Bíblia porque é no Evangelho que conhecemos Jesus e portanto é lá que damos os primeiros passos para “o encontro” e relembram-nos a Parábola dos Vinhateiros, onde “Deus nos apresentou Jesus”, no início de mais um Ano Pastoral.

Amor incondicional 

Neste caminho de “encontro” é referido que a iniciativa parte sempre de Deus. E evocam o momento em que o “Ressuscitado, que apareceu a Maria Madalena, tão inesperadamente que ela nem se apercebia que já estava a falar com Ele”. Para de seguida alertarem que “O Amor, já assim expresso, tornou-se ainda mais vivo e vivificante no modo como se deu a conhecer. A Paulo e a Maria Madalena chamou-os pelo nome, identificativo da pessoa, entrando com eles em comunhão íntima”. E hoje continua a fazer o mesmo quando “pelo Baptismo, nos acolhe na sua Igreja, e, pelo Crisma, nos confirma no seu Espírito. Continua a alimentar-nos e a unir-nos em comunhão com a oferta do seu Corpo e sangue, na Eucaristia”.  

E a nota pastoral para a Educação cristã recorda-nos a importância de participarmos na missa quando é referido “Continua a privilegiar o primeiro dia da semana, a que desde os primórdios da Igreja se chama Domingo ou Dia do Senhor. Mas não Só”.

Um documento que também salienta a importância da Oração em silêncio, pois dessa forma será mais fácil escuta-Lo, ao referir “Ele vem ainda ao nosso encontro na Sagrada Escritura, que d’Ele e em que Ele nos fala, sobretudo se escutada em ambiente de Oração, como nas celebrações litúrgicas ou nos encontros de catequese”. Como marca importante deste “Amor incondicional de Deus” é ainda recordado que Ele “Vem ao nosso encontro para nos perdoar e confortar e para nos unir em Igreja”. E de seguida lembra-nos as origens desta Igreja que “nos leva a dar-nos sobretudo aos mais carenciados, de quem se fez irmão: ‘O que fizestes a um dos meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes (Mt 25,40)’”.

Amor do perdão

Quanto à “Alegria do Encontro” a Nota pastoral aponta para “a alegria de nos sentirmos amados, de modo pleno e incondicional”. Deixando claro que “no pecado” esse “amor” é ainda maior. Pois este Encontro é também a alegria pelo “novo horizonte” e um “novo rumo” que “esse Amor dá á vida”. “É, enfim, a alegria de vermos a nossa vida a prolongar-se nas vidas daqueles a quem damos… Uma Alegria que cresce quando eles também se dão, a partir do encontro com Cristo, mediado por cada um de nós, que então pode, por isso dizer: É Cristo que vive em mim”.

Os responsáveis apelam a que cada um acolha o convite do Papa Francisco: “A todo o cristão, em qualquer lugar que se encontre, a renovar (…) o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de o procurar no dia-a-dia sem cessar”.

A Nota Pastoral termina com uma referência ao encerramento do Centenário das Aparições, em Fátima: “Que Maria, Mãe e Serva do Senhor, na conclusão do centésimo aniversário das suas aparições em Fátima, nos ajude a saborear a alegria deste encontro”.   

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