Fase Charlie

| 2017-07-01

Época mais crítica de combate aos incêndios começa hoje

A fase 'Charlie' de combate a incêndios florestais, a fase mais crítica, começou este sábado dia 1 de julho, apesar de ter existido um reforço de meios durante o fogo que deflagrou na região centro segundo o Ministério da Administração Interna. Numa resposta enviada à agência Lusa, o MAI refere que a fase ‘Charlie’, em que o dispositivo de combate está na sua máxima força, começa como estava previsto. No entanto e durante o incêndio que deflagrou a 17 de junho em Pedrógão Grande, quando ainda estava em vigor a fase ‘Bravo’, a segunda fase mais crítica, os meios de combate foram reforçados durante a semana em que duraram os fogos na região centro. De acordo com o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais o (DECIF), a fase ‘Charlie’, que termina a 30 de setembro, envolve: 9.740 operacionais e 2.065 viaturas, apoiadas por 48 meios aéreos e 236 postos de vigia da responsabilidade da GNR. À pergunta se durante a fase mais crítica em incêndios florestais vai existir um reforço de meios, caso seja necessário, o MAI referiu apenas que “operacionalmente serão tomadas as medidas necessárias a cada momento”. Na quinta-feira dia 29 de junho, na Assembleia da República, a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, anunciou um reforço de 750 operacionais para as zonas “mais críticas de suscetibilidade” de incêndio. Este ano foi antecipado para 22 de junho o período crítico do Sistema de Defesa da Floresta contra Incêndios, que prevê diversas medidas e ações de planeamento e intervenção para proteção das florestas contra os fogos. É proibido nos espaços florestais e agrícolas fumar, fazer lume ou fogueiras, fazer queimadas, lançar foguetes e balões de mecha acesa. A época mais crítica em incêndios florestais começa este ano com uma área ardida de cerca de 70 mil hectares e com o registo do fogo que causou o maior número de mortos e feridos em Portugal. Os incêndios que deflagraram nos concelhos de Pedrógão Grande e Góis consumiram mais de 50 mil hectares de floresta o equivalente a 50 mil campos de futebol. Obrigaram à evacuação de dezenas de aldeias e à mobilização de mais de dois milhares de operacionais. Para além da perda de vidas humanas e feridos que se conhece.

Lusa/ MM

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