Governo decreta três dias de luto nacional

| 2017-06-18

Incêndio Pedrógão Grande faz 62 mortos

Incêndio

O incêndio de Pedrógão Grande, que já se alastrou a Castanheira de Pera, no distrito de Leiria já provocou 62 mortos e 59 feridos, sendo que cinco estão em estado grave, isto segundo o último balanço efetuado, cerca das 13h00, pelo secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes.

O incêndio deflagrou, ao início da tarde de sábado, e para já a Policia Judiciária, afasta a possibilidade de origem criminosa. E o diretor nacional da PJ, Almeida Rodrigues avança que o incêndio deflagrou devido a trovoadas secas. Após uma investigação inicial, a Polícia Judiciária apurou que o incêndio tinha tido origem numa trovoada seca. E Almeida Rodrigues "A PJ, em perfeita articulação com a GNR, conseguiu determinar a origem do incêndio e tudo aponta muito claramente para que sejam causas naturais. Inclusivamente encontrámos a árvore que foi atingida por um raio". A árvore estava localizada perto de Escalos Fundeiros e tudo indica que foi neste local que o fogo terá começado.

Porém, cerca das 18h00,e de forma inesperada, os ventos sopraram fortes e em todas as direções e que facilitou a propagação das chamas, o que se tornou impossível de controlar. O fogo mantém-se com quatro frentes ativas, sendo que “Duas são muitos complicadas e consideradas incontroláveis, face ao declive do terreno” referiu o secretário de Estado da Administração Interna. E acrescenta que, para já, “as vitimas mortais são civis”.

Dos feridos 18 foram transportados para os hospitais de Coimbra, Santa Maria (Lisboa) e prelada, no Porto. Destes cinco (quatro bombeiros e uma criança) estão em estado grave.

De acordo com o site da Proteção Civil, as operações mobilizam neste momento 692 operacionais e 215 viaturas.

EDP Distribuição informou que está a deslocar geradores para os locais afetados pelo incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande, Leiria, estando em contacto com os autarcas da zona e assumindo dificuldades no terreno.

Em Pedrógão Grande encontram-se já elementos da Polícia Judiciária e seis técnicos do Instituto de Medicina Legal.

Foi ativado o plano de emergência distrital e de contingência nacional e o Governo de António Costa decretou três dias de luto nacional quando "estiverem apuradas totalmente as circunstâncias e as consequências".

Foi montado um hospital de campanha, em Avelar, e a casa mortuária de Pedrógão Grande foi aberto para receber os corpos das vítimas. A vereadora da Ação Social da Câmara de Figueiró dos Vinhos, disse à Lusa que vários técnicos municipais estão hoje no terreno a acompanhar as famílias retiradas das casas. “Temos meios do próprio concelho e do serviço distrital de segurança social”, com apoio de “médicos e escuteiros”.

O centro de saúde de Pedrógão Grande foi hoje transformado num centro hospitalar para tratar os feridos e as vítimas do incêndio que deflagrou no sábado neste concelho do distrito de Leiria.

O comissário europeu para a Ajuda Humanitária, Christos Stylianides, anunciou hoje que a União Europeia (UE) está pronta ajudar Portugal, tendo já sido enviados aviões de combate a incêndios pelo Mecanismo de Proteção Civil europeu.

A FPF avançou que o próprio organismo, os treinadores, os jogadores e todo o staff da seleção nacional que estão em Kazan, na Rússia, decidiram juntar uma verba para entregar ao município de Pedrógão Grande, com o objetivo de auxiliar as famílias das vitimas do incêndio. Para além disso, a Federação Portuguesa de Futebol estipula um minuto de silêncio pelas vítimas.

O Fogo em Pedrógão Grande é dos mais mortíferos nas últimas décadas em Portugal.

 

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