Nações Unidas acusam Rússia de deterioração dos direitos humanos

| 2017-09-28

Papa tem denunciado situação na Crimeia

A situação dos direitos humanos na Crimeia “deteriorou-se significativamente” desde Março de 2014, data em que o território foi anexado pela Rússia, denunciou a ONU, esta semana, num relatório publicado em Genebra.

O documento refere “violações”, “prisões arbitrárias” e “desaparecimentos forçados”, além de maus-tratos e tortura.

Segundo a ONU, a imposição da cidadania russa na Crimeia afectou milhares de pessoas, assim como a substituição da legislação ucraniana pela russa.

Essa obrigação levou a que, por exemplo, funcionários públicos tenham sido forçados a renunciar ao passaporte ucraniano para não perderem os respectivos empregos. Todos os cidadãos que não tenham nacionalidade russa deixaram também de poder ser proprietários agrícolas e perderam capacidade eleitoral.

Calcula-se que centenas de prisioneiros tenham sido transferidos para a Rússia, o que contraria o Direito Internacional, afirma ainda o relatório da ONU.

A questão da anexação da Crimeia, que já causou mais de 10 mil mortos, tem sido denunciada pelo Papa Francisco.

Em Abril do ano passado, por exemplo, o Santo Padre anunciou a promoção de uma “colecta especial” em favor da população da Ucrânia, em todas as igrejas católicas da Europa, procurando, com essa iniciativa, ajudar a “promover sem mais demoras a paz e o respeito pelo Direito nesta terra tão provada”.

O Papa lembrou, então, que o conflito no leste da Ucrânia já causou “milhares de mortos” e falou do “drama de quem sofre as consequências da violência” no país e “dos que ficaram nas terras devastadas pelas hostilidades”, especialmente os “idosos e as crianças”, referindo que mais de um milhão de pessoas foram obrigadas a deixar a sua terra, “por causa da grave situação que perdura”.

(Departamento de Informação da Fundação AIS | ACN Portugal)

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