Os três pilares da Igreja em Mianmar

| 2017-11-30

A cura, o acompanhamento e a profecia são as três palavras chave

A cura, o acompanhamento e a profecia são as três palavras que, segundo o Papa Francisco, devem articular a ação da Igreja em Mianmar.

No encontro que teve com os bispos de Mianmar o Papa Francisco referiu-se à fadiga do ministério episcopal e sacerdotal existente neste país, devido à forte atividade pastoral desenvolvida pelos bispos e sacerdotes.

Em relação à “Cura” o Papa recordou que o “Evangelho é sobretudo, uma mensagem de cura, reconciliação e de paz”. E acrescentou que em Mianmar esta mensagem “tem uma ressonância especial porque o país está empenhado em superar as divisões profundamente radicadas para construir a unidade nacional”.

Francisco ainda salientou que as comunidades conseguem dar profundos testemunho de Fé, apesar das marcas deixadas pelos conflitos e portanto para este povo “a pregação do Evangelho não deve ser apenas uma fonte de consolo e fortaleza, mas também um chamado a favorecer a unidade, a caridade e a cura na vida do povo". "A unidade que compartilhamos e celebramos nasce da diversidade", é importante insistiu o Papa.

Quanto ao “Acompanhamento” o Papa insistiu que essa é uma das principais tarefas do Bispo porque deve acompanhar o seu povo: “Um bom pastor está constantemente junto com o seu rebanho, conduzindo-o enquanto caminha com ele. Como eu gosto de dizer, o pastor deveria ter cheiro de ovelha”.

“Como bispos, suas vidas e seu ministério são chamados a conformar-se ao espírito de envolvimento missionário, sobretudo através de visitas pastorais regulares às paróquias e comunidades que formam as suas Igrejas locais”.

Do mesmo modo, destacou a importância dos jovens para o futuro da Igreja e da sociedade, por isso, pediu aos bispos "um envolvimento especial no acompanhamento dos jovens". "Uma das grandes bênçãos da Igreja de Mianmar é a sua juventude e, especialmente, o número de seminaristas e jovens religiosos", referiu

 

Em relação à “Profecia” ressaltou que "a Igreja em Mianmar testemunha diariamente o Evangelho graças às suas obras de caridade e educativas, a sua defesa dos direitos humanos e o seu apoio aos princípios democráticos".

“Que a comunidade católica continue a ter um papel construtivo na vida da sociedade, fazendo ouvir a sua voz nas questões de interesse nacional, principalmente insistindo no respeito pela dignidade e os direitos de todos, particularmente dos mais pobres e vulneráveis”, pediu aos Bispos.

Antes de finalizar o discurso, Francisco recordou que o mesmo São Pedro "disse qual era o primeiro dever do Bispo: rezar e anunciar a Palavra de Deus. Rezar é a primeira obrigação dos Bispos. Cada um de nós deve se perguntar, durante o exame de consciência à noite: Quantas horas dedico à oração todos os dias?”.

Nesse sentido, sublinhou que "o Bispo não só deve ter cheiro de ovelha, mas também ter o cheiro de Deus".

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