Presidente Cáritas Portalegre-Castelo Branco diz que morreu a “esperança”

| 2017-10-19

Uma tragédia que ceifa vidas

O presidente da Cáritas Diocesana de Portalegre-Castelo Branco, Elicídio Bilé considera que após os incêndios florestais, deste verão, em Portugal, além das vidas humanas e dos bens materiais e naturais que se perderam, também morreu “um pouco da esperança” de quem vive no interior do país.

No documento enviado à Agência Ecclesia refere que “Morre um modelo de sociedade que o povo português anseia e merece, assente nos princípios do Bem Comum, do Destino Universal dos Bens, da solidariedade e da subsidiariedade e dos valores fundamentais da vida social”. E acrescenta que “é preciso que cada um faça a sua parte” para que Portugal se reabilite “como povo e como nação”. Para de seguida lamentar o facto de que “Morrem hoje mais pessoas vitimadas pelos incêndios do que no passado”.

Porém, diz esperar que, “ainda a tempo, o Governo Português possa “alterar o Orçamento Geral do Estado” para “contemplar a reparação dos prejuízos” sucedidos pela “distração a que se sujeitou e pela incúria no acautelar daquilo que era previsível”.

Numa referência aos incêndios de outubro diz que “A meteorologia aconselhava vigilância e prudência, mas quem deveria estar atento, andava distraído”.

Neste contexto, observa que “o custo de vidas humanas ceifadas” é muito superior ao dos incêndios em 2003 e 2005 e questiona se se pode “confiar nas promessas repetidamente feitas.

(Com Agência Ecclesia)

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