D. António Marto distinguido como membro de mérito pela Academia Portuguesa de História

| 2019-01-10

D. António Marto fez questão de lembrar o Congresso Histórico da Diocese de Leiria-Fátima realizado em maio do ano passado.

Foto: Diocese Leiria-Fátima

O cardeal D. António Marto, bispo da Diocese de Leiria-Fátima, foi distinguido como membro de mérito pela Academia Portuguesa de História. A sessão solene da Academia Portuguesa de História decorreu durante a tarde no Palácio dos Lilases, em Lisboa, e contou com a participação da ministra da Cultura, Graça Fonseca.

Na sua alocução proferida no momento da receção dos académicos eleitos, D. António Marto fez questão de lembrar o Congresso Histórico da Diocese de Leiria-Fátima realizado em maio do ano passado. Seria nesse congresso que “a Presidente da Academia Portuguesa da História, em nome do Conselho Académico, comunicava aos participantes a decisão de ser acolhido nesta vetusta agremiação científica, que tanto prezo e em que me habituei a procurar os especialistas que preciso de citar quando alicerço o pensamento no rigor da história criticamente documentada”, enquadrou o Bispo de Leiria-Fátima, sublinhando que “a decisão não decorreu da nomeação que no dia seguinte havia saído da janela pontifícia, em Roma, sobre o cardinalato a que fui chamado, mas da benevolência do Conselho Académico que, porventura, pretenderá dotar a Academia de olhares transdisciplinares sobre o mundo do conhecimento”.

No seu discurso, o Cardeal manifestou-se honrado por passar a pertencer à “mais antiga agremiação científica do nosso País, cujas raízes remontam ao reinado de D. João V que a erigiu sob o patrocínio da Senhora da Conceição, padroeira principal de Portugal”, ainda mais porque “foram muitos os intelectuais que aqui cumpriram o seu dever, colocando-se ao serviço da comunidade, perscrutando a atividade humana, os seus motores e as suas consequências sociais, políticas, económicas, ideológicas, militares, religiosas e culturais através do exercício da História”. Para o Prelado, a perda da memória histórica, de que é guardiã a instituição que o recebe, faz com que o povo “corte as suas raízes, perca a consciência da sua identidade”. Daí que ele se comprometa a “contribuir com a convicção de que saber fazer memória do passado não significa sermos nostálgicos ou ficarmos presos a um determinado período da história, mas saber reconhecer as próprias origens”.

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