“Alegria e esperança” é o lema de Diamantino Antunes, novo bispo de Tete

| 2019-05-15

A celebração da ordenação episcopal do D. Diamantino Guapo Antunes, novo bispo da Diocese moçambicana de Tete, decorreu a 12 de maio, em espaço aberto, nos jardins da Catedral de Tete, Moçambique e foi presidida pelo arcebispo de Nampula, monsenhor Inácio Saure.

A cerimónia contou com a presença de um grande número de fiéis, e ainda com quase todos os membros da Conferência Episcopal de Moçambique, além de numerosos sacerdotes, religiosos e religiosas, e autoridades civis chefiadas pelo governador de Tete.

O padre Eugénio Butti, superior dos Missionários da Consolata em Portugal, que se deslocou a Moçambique para a ordenação episcopal de Diamantino Antunes, afirma ter sido “uma celebração lindíssima”. E reforça a ideia: “ao dizer-vos que a celebração desta manhã foi lindíssima, é muito pouco: foi uma experiência única, seja pelo clima de fé e pela alegria, mas também pelo ritmo orante e muito atento da numerosa assembleia presente.”

E acrescenta: “A celebração aconteceu ao ar livre, com os cantos e as danças realizadas num clima de muita sacralidade. Quero também salientar a profundidade da homilia do Arcebispo ordenante, D. Inácio Saure; e todo o rito da Ordenação, muito rico de símbolos alusivos à missão de Cristo Bom Pastor e à do bispo, sucessor dos Apóstolos, que deve ser imagem viva de Cristo.”

A celebração seguiu os padrões litúrgicos africanos, ou seja, sem pressas para terminar: teve inicio às 09h00 e terminou eram quase 14h00. A contribuir para uma celebração longa estão as danças, os muitos agradecimentos, os cumprimentos finais.  No final da cerimónia, D. Diamantino ficou ainda muito tempo na praça acolhendo a numerosa multidão que lhe pedia a sua bênção.

Um ponto alto deste dia aconteceu durante o almoço festivo, onde estiveram cerca de 350 convidados, entre bispos, sacerdotes, religiosos(as), autoridades e fiéis, momento em que foi lida uma mensagem enviada para a ocasião pelo Presidente da República Portuguesa Marcelo Rebelo de Sousa, e que foi lida pelo padre Eugénio Butti. Na mensagem-surpresa, o Presidente Marcelo saudava o novo bispo, D. Diamantino, a sua nova missão como Bispo de Tete e congratulava-se com aquele momento e com o povo Moçambicano.

“Esta mensagem”, refere o padre Eugénio, “foi escutada com muita atenção e, ao terminar, com uma calorosa salva de palmas. Mas quem ficou mais surpreendido foi mesmo o próprio Dom Diamantino”.

O novo bispo de Tete, Diamantino Antunes, é um missionário da Consolata português, originário de Albergaria dos Doze, freguesia do município de Pombal. Muitos aspetos da sua vida, do seu percurso e da sua reação à nomeação de bispo de Tete, por parte do Papa Francisco, podem ser lidos nesta entrevista, feita antes da sua ordenação episcopal.

Ao assumir os destinos da diocese de Tete, D. Diamantino - que é o quinto bispo desde que esta diocese foi criada em 1962 -, é consciente do grande desafio que tem pela frente. Com uma grande extensão territorial, esta diocese é maior que a soma de todas as dioceses portuguesas. Tem apenas 12 padres diocesanos, 39 sacerdotes religiosos e 65 irmãs religiosas.

Gaudium et Spes ("Alegria e Esperança" em latim) é o lema que D. Diamantino escolheu para o seu episcopado. 

(Texto/Albino Brás)

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