Bispo de Setúbal diz que a ressurreição propõe «nova compreensão de vida»

| 2019-04-18

D. José Ornelas diz aos jovens que «Cristo ressuscitado» não desiste de ninguém

O bispo de Setúbal diz na sua mensagem para a Páscoa que a ressurreição propõe uma “nova compreensão da vida” e esperança, que em cada lugar “alarga” para “além do que conhecemos e dominamos”.

“A ressurreição é um regresso a este mundo, mas de modo diferente e para criar um futuro novo, uma nova realidade, uma nova compreensão da vida, uma nova esperança que se torna já presente, em cada época e em cada lugar, mas que se alarga para além daquilo que conhecemos e dominamos, para a plenitude da vida, no poder e no amor de Deus”, escreve D. José Ornelas na sua mensagem de Páscoa publicada esta quarta-feira no site da diocese de Setúbal.

Explica o bispo que o entendimento de “Cristo ressuscitado” já não se restringe aos “caminhos da Palestina”, mas abre-se a “novos percursos e a novas histórias”.

“Cristo ressuscitado já não tem limites de espaço nem de tempo, mas torna-se presente onde quer que dois ou três estiverem reunidos em seu nome”, afirma, criando dessa forma “a Igreja missionária, composta por todas as raças e culturas da humanidade e especialmente presente onde se sofre, se desespera, se morre, para levar vida e esperança”.

D. José Ornelas afirma que o caminho que “Cristo ressuscitado percorreu, de serviço e dom da vida, não é um falhanço, mas cria novas realidades neste mundo” e que, pelo seu exemplo, todos são chamados a levar “a sério” este mundo, a amar, a transformar a terra em local de “justiça, de fraternidade e de paz”.

“Dar a vida deste modo, não é perdê-la, mas semeá-la e alargá-la a novos horizontes, onde desaparecerão totalmente o sofrimento e a morte”, escreve D. José Ornelas.

A pensar no biénio em que a diocese de Setúbal coloca no centro da sua pastoral os jovens, o bispo enfatiza o “arder” no coração que o convite de Jesus provoca, mesmo quando há lugar a “tristeza e desorientação”.

“Ele não desiste de nenhum/a de vós; faz arder o vosso coração e conduz-vos à sua comunidade, para que possais dizer, como os primeiros discípulos: «Vimos o Senhor!»”.

(Agência Ecclesia/LS)

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