Jesus «toma partido pelas vítimas da história e comunga do sofrimento humano» diz Bispo de Angra

| 2019-04-15

D. João Lavrador explica que caminho da paixão «não poderá» ser vivido com «meros espectadores»

D.JoaoLavrador

O bispo de Angra, D. João Lavrador disse no começo da Semana Santa, que Jesus de Nazaré “toma partido pelas vítimas da história e comunga do sofrimento humano” em atitude de amor e de partilha”.

“Enquanto os poderes do mundo anunciam libertadores os que dominam pela força das armas ou pelo domínio de uns contra os outros, pelo contrário, Deus revela-se na história como Aquele que vem na humilhação e apresenta-se na figura do Seu Filho como aquele que serve o ser humano abaixando-se até ao mais ínfimo da natureza humana”, realçou D. João Lavrador na Missa de Domingo de Ramos a que presidiu na igreja Matriz de Ponta Delgada.

Na homilia, enviada à Agência ECCLESIA, o responsável explicou que a “atitude fundamental” de Jesus “só será apreendida” a partir da experiência do amor que conduz cada um a colocar-se no caminho do seu irmão “e a comungar da sua sorte”, o caminho da “verdadeira libertação”.

O bispo de Angra realçou que é na escola do amor que “exige comunhão de vida com os irmãos, partilha total da sua sorte e do seu destino”, que se aprende “o caminho” para ser “verdadeiros discípulos”.

No aprofundamento desta experiência tão dolorosa quanto rica que reconhecemos o alcance da vida e do mistério de Jesus de Nazaré que projeta luz sobre o mistério de cada pessoa através do caminho do amor e da entrega total de si mesmo em resgate pelo mal que afeta o ser humano”.

D. João Lavrador explicou que com a celebração do Ramos abre caminho ao ciclo de cerimónias da Semana Santa, que “convidam a viver o mistério central da fé cristã”: o mistério pascal.

Segundo o bispo da diocese açoriana, o caminho da Paixão de Jesus “não poderá” ser vivido como “meros espectadores”, uma vez que se é convidado a “entrar nele com todo o ser” para que as pessoas se possam transfigurar e usufruir “da luz nova que oferecida”.

A partir do Evangelho onde há “variadíssimas personagens” que revelam os seus “critérios, intenções, modelos de vida” cada pessoa, como discípulos de Jesus Cristo, tem de responder a: “Com quem me identifico neste caminho? Como me coloco perante este caminho de dor e de despojamento, caminho de amor e de entrega a Deus e aos irmãos?”

Neste contexto, assinala que é necessário que Deus “abra os ouvidos” para escutar “o que o Senhor tem a dizer” para que o olhar fixo “nas atrocidades do mundo e na sorte de tantos excluídos” se reconheça “a missão” de lhes oferecer “a autentica libertação tão esperada e por Deus realizada”.

O bispo de Angra vai presidir ao Tríduo Pascal na Sé, a partir de quarta-feira, com a celebração da Missa Crismal e a renovação das promessas sacerdotais.

A Missa da Ceia do Senhor, com o rito do lava-pés, recolha das renúncias quaresmais e procissão do Santíssimo Sacramento, é celebrada no dia 18, às 20h00.

Na Sexta-feira Santa, às 20h00, acontece a Via-sacra e procissão do Senhor Morto, pelas principais ruas à volta da Sé; no sábado, a Vigília Pascal começa às 21h30 e a celebração da Páscoa da Ressurreição começa às 11h00 de domingo, dia 21.

(Agência Ecclesia/CB/OC)

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