Papa Francisco autoriza peregrinações a Medjugorje

| 2019-05-14

A autorização das peregrinações é um sinal de reconhecimento do bem que acontece na paróquia-santuário

O Papa decidiu autorizar peregrinações a Medjugorje, na Bósnia-Herzegovina, permitindo que as mesmas sejam organizadas pelas dioceses e paróquias, em vez da atual forma privada.

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro Gisotti, disse hoje aos jornalistas que esta autorização papal deve ser acompanhada de “cuidado para evitar que essas peregrinações sejam interpretadas como autenticação dos eventos conhecidos, que ainda requerem um exame pela Igreja” –  ainda se esperam as conclusões do inquérito sobre fenómenos de aparições marianas no local.

“Dado o fluxo considerável de pessoas que vão a Medjugorje e os abundantes frutos de graça que se seguiram, esta determinação é parte da atenção pastoral particular que o Santo Padre pretendia dar a essa realidade, visando favorecer e promover os frutos do bem”, acrescentou o porta-voz do Vaticano.

A decisão do Papa foi anunciada no santuário pelo núncio apostólico na Bósnia e Herzegovina, D. Luigi Pezzuto, e pelo arcebispo Henryk Hoser, visitador apostólico especial para a paróquia de Medjugorje, que foi designado por Francisco em maio de 2018.

A paróquia da Bósnia-Herzegovina é um ponto de peregrinação para muitos católicos, desde a divulgação dos relatos de aparições da Virgem Maria a seis crianças de uma aldeia da Bósnia-Herzegovina, em 1981.

Quatro anos depois, o cardeal Joseph Ratzinger, o Papa emérito Bento XVI, na altura prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, proibiu peregrinações oficiais de dioceses ou paróquias ao local, embora os católicos possam ali deslocar-se por sua iniciativa, inclusive na companhia de padres, se assim o desejarem.

Em 2010, o Papa Bento XVI criou uma Comissão Internacional de Inquérito sobre Medjugorje na Congregação para a Doutrina da Fé, liderada pelo cardeal Camillo Ruini.

O Papa Francisco falou sobre Medjugorje após a sua visita a Fátima, em 2017, considerando que é preciso distinguir “as primeiras aparições” às crianças e as “alegadas aparições atuais”.

(agência Ecclesia/OC)

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