Comissão Justiça e Paz alerta para “persistentes assimetrias e desigualdades” entre homens e mulheres

| 2018-03-08

Muitas mulheres assumem sozinhas o sustento da família e na jornada diária de trabalho, também são penalizadas

A Comissão Nacional de Justiça e Paz na mensagem divulgada para este Dia Internacional da Mulher alerta para as “persistentes assimetrias e desigualdades, frequentemente geradoras de retrocessos” entre homens e mulheres.

Na mensagem, publicada na sua página de Facebook, com o tema “O Sentido da Vida e o Caminho dos Povos” é ainda referenciada a “especial vulnerabilidade de meninas e mulheres face à violência, que leva a que sejam mais de 80% das vítimas de violência doméstica”. Além disso, a desigualdade na remuneração salarial é evidente, “traduzida em cerca de 17% menos que a dos homens”.

A desigualdade também é evidente, na pobreza, com as mulheres mais velhas, a terem pensões cerca de 31% mais baixas que os homens.

Muitas mulheres assumem sozinhas o sustento da família e na jornada diária de trabalho, também são penalizadas “em cerca de mais de uma hora”.

“A igualdade, e o consequente combate a todas as formas de discriminação que a impedem, só pode ser conquistada pelo trabalho diário, próximo, consciente de cada realidade pessoal, combatendo a indiferença, devolvendo visibilidade de forma a que ninguém seja deixado para trás” acrescenta a Comissão Nacional de Justiça e Paz.

“Em outubro de 2017, o Papa Francisco, no seu discurso aos participantes na assembleia geral dos membros da Pontifícia Academia para a Vida, afirmou: …Não se trata simplesmente de oportunidades iguais, nem de reconhecimento recíproco. Trata-se sobretudo de entendimento entre homens e mulheres, sobre o sentido da vida e o caminho dos povos.

…Trata-se antes de tudo de reconhecer com honestidade os atrasos e as faltas. As formas de subordinação que tristemente marcaram a história das mulheres devem ser abandonadas de maneira definitiva. Um novo início deve ser escrito no ethos dos povos, e isto só pode ser feito por uma renovada cultura da identidade e da diferença”.

 A Comissão Nacional Justiça e Paz, neste dia 8 de março, “reconhecendo as conquistas que se foram fazendo na correção das desvantagens estruturais que gravemente recaem sobre as mulheres e ferem a sua dignidade, não pode deixar de assinalar o longo e difícil caminho ainda a percorrer na remoção da indiferença e da invisibilidade, na eliminação das múltiplas formas de discriminação refém de preconceitos, na conquista da igualdade, e faz-se eco do apelo à revolução cultural que nas palavras do Papa Francisco se apresenta no horizonte da história desta época” lê-se na mesma nota.

Os Direitos Humanos não são um mero ideal abstrato. São um compromisso de toda uma civilização, de toda uma comunidade em nome da justiça e da paz, para que a justiça e a paz sejam uma realidade na vida de cada pessoa.

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