Presidente do Turismo do Centro defende abertura da BA5 à aviação civil

| 2019-03-07

“Abrir Monte Real à aviação comercial justifica-se e é viável. Assim o poder político o queira”, concluiu Pedro Machado.

Pedro Machado

O Presidente do Turismo do Centro, Pedro Machado, defendeu, hoje, em Fátima, que “está na altura” de transformar a BA5 de Monte Real, num aeroporto.  

As declarações de Pedro Machado, presidente da Entidade Regional de Turismo do Centro de Portugal e da Agência Regional de Promoção Turística do Centro de Portugal, foram feitas, numa conferência de imprensa, inserida nos VII Workshops Internacionais de Turismo Religioso, que decorrem até sábado, em Fátima e na Guarda.

Pedro Machado aproveitou o facto de a Ryanair ter apresentado uma linha de voo direto entre Lisboa e Lourdes para dizer que “é um sinal evidente de que chegou a altura de se avançar com uma estrutura aeroportuária no Centro de Portugal, que sirva o Santuário de Fátima. Se Lourdes é viável, um aeroporto que sirva Fátima também o será”.

E ainda sublinhou o facto de que, em 2018, Fátima recebeu 7 milhões de visitantes, o que para o presidente do Turismo do Centro é “uma cifra que, por si só, consegue sustentar a operação de um aeroporto. Um estudo apresentado pela Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria no ano passado demonstra que são necessários entre 600 mil e 700 mil passageiros por ano para a estrutura ser viável. Com os peregrinos de Fátima, Monte Real reúne todas as condições objetivas para poder ser uma realidade”, recordou o dirigente, sugerindo que o aeroporto se poderia chamar Monte Real-Fátima”.

Pedro Machado ainda avançou que “A abertura de Monte Real à aviação civil é uma janela de oportunidade para a região e para o país, que será possível com um investimento de 30 milhões de euros, infinitamente menor do que outros investimentos. Além de que é mais uma forma de aliviar a pressão sobre o aeroporto de Lisboa que, por falta de capacidade, está a rejeitar cerca de 2 milhões de passageiros anuais”. E ainda realçou o facto de os voos comerciais em Monte Real terem um efeito de fixação de investimentos na região: “Seria uma mais-valia significativa para a hotelaria e a restauração, assim como para a indústria de moldes e do vidro desta região”. Rematando que “Abrir Monte Real à aviação comercial justifica-se e é viável. Assim o poder político o queira”, concluiu Pedro Machado.

 

 

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